Nova manifestação pela demissão de Relvas

Uma nova manifestação pela demissão do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi convocada, através da Internet, para as 19:00 horas de hoje, em frente à Assembleia da República.

Na segunda-feira passada, algumas centenas de pessoas juntaram-se em frente à Assembleia da República pedindo a demissão de Miguel Relvas, numa iniciativa que foi lançada pelo cineasta Miguel Gonçalves Mendes na rede social Facebook.

No final, Miguel Gonçalves Mendes propôs aos cidadãos presentes a realização de manifestações semelhantes todas as segundas-feiras até que o ministro-Adjunto se demita, a primeira das quais foi, entretanto, convocada pelo Facebook para as 19:00 horas de hoje.

Num comunicado sobre esta nova manifestação, o cineasta considera que esta iniciativa faz eco das "largas correntes da opinião pública que, por toda a sociedade e corredores políticos, vem exigindo a demissão do senhor ministro Miguel Relvas" pelos "sucessivos casos em que se encontra envolvido".

São referidos o caso do fim dos comentários de Pedro Rosa Mendes na rádio Antena 1, da relação de Miguel Relvas com o ex-espião Jorge Silva Carvalho, o caso relativo ao jornal Público e a polémica em torno da licenciatura do ministro em Ciência Política e Relações Internacionais, feita em cerca de um ano na Universidade Lusófona.

"Como ato simbólico, os manifestantes irão também depositar nas escadarias da Assembleia livros de literatura, de ensaio, de filosofia, de ciência política, para, desta forma, contribuirmos para a formação dos nossos representantes", lê-se no comunicado assinado por Miguel Gonçalves Mendes.

O cineasta afirma que "esta é uma manifestação pacífica, apartidária e que tem apenas um objetivo: exigir a dignidade dos órgãos que nos representam e apelar à demissão imediata de Miguel Relvas".

Também com o objetivo de pedir a demissão de Miguel Relvas do Governo PSD/CDS-PP foi lançada na Internet uma petição que tem como primeiro subscritor o professor universitário Ivo Miguel Barroso e que já reúne mais de quatro mil entradas, o que não significa, porém, que haja igual número de assinaturas conforme os requisitos legais.

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