No PS está tudo bem, o que está mel é no País, diz Seguro

O secretário-geral do PS considerou hoje que "está tudo bem" no seu partido e o que está mal é no país, sustentando que os principais dirigentes socialistas estão agora ou na direção ou na Comissão Política.

António José Seguro falava aos jornalistas no final da reunião da Comissão Nacional do PS, que se realizou em Setúbal, na qual foram eleitos por ampla maioria o Secretariado, o órgão de direção partidária, e a Comissão Política.

Questionado sobre os motivos da ausência de António Costa na reunião da Comissão Nacional do PS, em Setúbal, António José Seguro retirou qualquer significado político a esse facto e referiu que o presidente da Câmara de Lisboa "não pôde estar presente".

"Ainda falámos [os dois] na sexta-feira à noite. Estou muito satisfeito porque há um clima de unidade no PS, que é traduzido em votações acima dos 90 por cento nesta Comissão Nacional, designadamente para o Secretariado Nacional. Há uma inclusão de todos os principais dirigentes, ou no Secretariado Nacional do PS, ou na Comissão Política", advogou.

Neste contexto, António José Seguro afirmou que lhe honrou "muito" que Francisco Assis passe a integrar o Secretariado Nacional do PS e que o presidente da Câmara de Lisboa seja "o número um" da sua lista para a Comissão Política.

"Está tudo bem no PS. O que está mal é no país", reagiu o líder socialista, dizendo que Portugal está numa situação "dramática", regista já cerca de um milhão de desempregados, a par de uma quebra permanente da economia.

"Ainda esta semana foram revelados dados que apontam para uma queda de quase quatro por cento da economia no primeiro trimestre deste ano. Isto tem de parar", declarou.

Interrogado sobre o motivo que o levou a dizer na sua intervenção, durante a Comissão Nacional do PS, que o Governo nem sequer é competente para cair, António José Seguro declarou que se tratou "de uma expressão coloquial que dá sentido à posição política" do seu partido.

"Todos temos assistido a crise política no interior do Governo e da coligação PSD/CDS. Só quem não quer ver é que não vê. Assim como a esmagadora maioria dos portugueses, o PS olha para este Governo e não lhe reconhece nem confiança, nem autoridade, nem credibilidade para continuar a governar o país. Como é sabido, o primeiro-ministro fez uma declaração solene ao país e foi desmentido passado 48 horas relativamente à taxa [de sustentabilidade] sobre as pensões, que é um novo imposto sobre as reformas em Portugal", disse.

Questionado sobre o que dirá no próximo Conselho de Estado, convocado para segunda-feira, o líder socialista recusou-se a esclarecer.

"O Conselho de Estado é um órgão de consulta do Presidente da República. Aquilo que vou dizer nessa reunião será dito exclusivamente nessa reunião", respondeu.

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