"Não há professores a mais"

Após dois anos de silêncio, a ex-ministra da Educação aceitou fazer um exame ao que se pasa num sctor que conhece profundamente. Considera que algumas das mudanças do atual ministro não valorizam os professores nem os alunos, contesta a desadequação de currículos e critica a realização de provas fora de contexto.

Os professores deixaram de ser um desígnio nacional nestes tempos?

A educação tem de ser um desígnio nacional. Os professores, nestes últimos tempos, estão bastante tristes e muitos amargurados porque as perspetivas estão cada vez mais fechadas em vez de se abrirem. A maior parte dos professores são empenhados, mas sentem que houve um desinvestimento no que era uma educação para todos e aberta para o futuro. Sentem também que não têm lugar e que as condições de trabalho estão diferentes. Falo com muitos professores que me dizem: "Acha possível trabalhar com mais de 30 alunos por turma?" E, como professora, sei que é de uma dificuldade imensa.

Há professores a mais?

Não há professores a mais. O que temos é de fazer uma gestão cuidadosa dos recursos materiais e humanos. Eu não encaro as pessoas como números, daí que seja obrigatório fazer uma gestão do corpo docente das escolas para estar adequado. E há contextos em que é preciso um rácio mais elevado do que noutros.

Leia a entrevista completa no e-paper no DN.

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