"Não é fácil encontrar espaço para pedir mais sacrifícios"

Cavaco Silva lembrou que nunca nenhum Presidente da República requereu a fiscalização preventiva da lei do Orçamento do Estado. O chefe de Estado respondia aos jornalistas que perguntavam se não devia ter questionado o Tribunal Constitucional sobre os cortes dos subsídios há um ano, antes de promulgar o diploma.

O Presidente notou que o Orçamento é a "peça central da política económica e financeira do País" e que a declaração de inconstitucionalidade de um dos artigos teria travado todo o documento. Depois devolveu a pergunta aos jornalistas. "O que aconteceria ao País" - que tinha acabado de assinar o memorando da troika - "se não tivéssemos orçamento".

Cavaco insistiu que a decisão de promulgar o documento foi independente do que pensava sobre o texto e que disse na devia altura o que devia dizer. Recorde-se que o Presidente questionou publicamente a equidade na distribuição dos sacrifícios quando há um ano o Governo anunciou a medida.

Cavaco escusou-se ainda a comentar a hipótese do Governo vir a alargar os cortes dos subsídios a todos os trabalhadores. Ainda assim, repetiu o aviso de que "não é fácil para encontrar mais espaço para pedir sacrifícios aos portugueses que já foram sacrificados".

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