Moedas rejeita liderança do PSD e diz que a sua missão é Lisboa

Carlos Moedas, em entrevista ao diário espanhol ABC, afirma-se como "o símbolo de uma nova forma de fazer política" e rejeita uma candidatura à liderança do PSD.

"Não, não. A minha energia e a minha missão estão em Lisboa. Vou concentrar-me na cidade". É assim que Carlos Moedas responde, em entrevista publicada este domingo pelo jornal ABC, se pensa no futuro candidatar-se à liderança do PSD. De recordar que o social-democrata toma posse amanhã como presidente da Câmara de Lisboa.

Moedas é ainda questionado se é o símbolo de um novo PSD. E desta vez a resposta é um "não sei". "Mas o que sou é o símbolo de uma nova forma de fazer política, de maneira diferente", responde.

O novo autarca de Lisboa é apontado pelo jornalista do ABC como tendo atualmente mais popularidade que Rui Rio entre os eleitores do PSD. O que o leva a perguntar se isso não causa uma vertigem política a Carlos Moedas. Mas o antigo comissário europeu preferiu evitar falar no líder do seu partido. "Bom, creio ser muito positivo que haja gente que tenha voltado ao PSD, notámo-lo na coligação Novos Tempos. Eu vinha de Bruxelas e penso que posso aproveitar os meus contactos europeus. Gostava de canalizar essa notoriedade em favor de Lisboa".

O assunto central desta entrevista é obviamente a sua vitória na Câmara Lisboa, derrotando o socialista e presidente em exercício Fernando Medina, apontado como favorito pelas sondagens. Mas para Moedas, a sua vitória não foi uma surpresa. "Foi para os comentadores de televisão, para as empresas de sondagens... mas as pessoas sentiam que estava relacionado com o meu estilo de falar menos e escutar mais. Eu estava muito convicto de que ia ganhar. Dei-me conta de que isso ia acontecer quando me dispus a falar num encontro com 700 pessoas, com uma base muito forte de jovens, daqueles que antes diziam 'perdi a fé na política'. Vi que não havia câmaras, mas as pessoas estavam lá. Então tive a prova de que ia conseguir".

Sobre os lisboetas, o novo presidente da autarquia diz que são pessoas que valorizam "a transparência e a naturalidade". "O que digo é o que sou. Que me olha nos olhos vê quem sou por dentro".

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