Moção de censura do PS-M é "extemporânea"

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD-M, Jaime Filipe Ramos, classificou hoje de "extemporânea" a moção de censura ao Governo Regional que o PS-M apresenta terça-feira na Assembleia Legislativa.

"Achamos que esta iniciativa da oposição é extemporânea, não faz sentido uma vez que o Governo Regional só tomou posse em novembro, o Orçamento Regional foi aprovado em março e, portanto, nem sequer tem três meses de vigência", disse.

Para Jaime Filipe Ramos, a moção de censura "indicia alguma fragilidade da oposição madeirense, a necessidade de afirmação de um partido que deixou de ser a maior força da oposição e quer tentar ganhar algum protagonismo".

"Nós, do ponto de vista democrático, cá estaremos para fazer o debate que for necessário", referiu, acrescentando que segundo sabia "o Governo também estará presente".

Confrontado se tinha conhecimento se o presidente do Governo Regional estaria presente respondeu: "isso é uma coisa que amanhã veremos quem são as pessoas".

Jaime Filipe Ramos considerou, no entanto, que o mais importante era saber e discutir "se ela é ou não um assunto pertinente".

"Eu acho que mais pertinente, neste momento, é saber porque é que o Governo da República não está a corresponder àquilo que a Madeira já fez e que já cumpriu com as suas obrigações mas não transfere o dinheiro que é necessário sobretudo aos pequenos fornecedores do Governo Regional", opinou.

"Nós estamos num momento em que as pessoas precisam de respostas, não precisam de debate, de discussão, de agressão verbal (...) destes "fait-divers", de ver números, atos, palhaçadas, circos, saídas da sala, abandonos e amuos", concluiu.

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