Militares e polícias ponderam "reunião conjunta"

Associações de militares e das forças de segurança estão a ponderar "uma reunião conjunta", disse esta quarta-feira o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS) ao DN.

"Não há nada desenhado" em termos de medidas concretas e "o que está a ser ponderado é uma possível reunião" - que seria inédita - entre os responsáveis das estruturas representativas de militares e de agentes das forças e serviços de segurança, adiantou o sargento-mor Lima Coelho.

Em causa está a possível aprovação em Conselho de Ministros, quinta-feira, de uma nova tabela de suplementos remuneratórios para os trabalhadores da Função Pública que acaba com o atual regime de atualização do seu valor consoante a progressão na carreira.

Na prática, a definição de um valor mensal fixo para os suplementos remuneratórios implicaria uma redução das remunerações mensais dos funcionários públicos.

Para a ANS, a concretizar-se essa medida, trata-se de"mais uma golpada do Governo" e aprovada sem que as associações representativas tenham sido chamadas a participar nos respetivos trabalhos de preparação da nova tabela.

"Em concreto, não sabemos em rigor a profundidade do que está a ser tratado. É algo preocupante", criticou Lima Coelho.

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, disse terça-feira que a especificidade da condição militar não será "posta em causa" com as alterações dos suplementos remuneratórios dos trabalhadores da Função Pública.

"Uma coisa posso garantir, como sempre fizemos ao longo deste mandato: a especificidade da condição militar nunca é posta em causa e, portanto, seguramente, que também neste caso assim acontecerá", afirmou o governante.

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