Marta Temido sobre OE2022. "Estamos a trabalhar e este não é o momento de atirar a toalha ao chão"

Sobre as exigências dos profissionais de saúde, que têm greves agendadas para o final de outubro e para novembro, a ministra afirmou "que não é possível pôr tudo ao mesmo tempo em cima da mesa, por muito que as reivindicações sejam justas".

A ministra da Saúde, Marta Temido, destacou esta segunda-feira o empenho do Governo nas negociações com a esquerda no que diz respeito ao Orçamento de Estado para 2022 (OE2022).

"Estamos todos a trabalhar. Todos os que estão empenhados em soluções de uma politica de esquerda para o nosso pais, que continuem a trabalhar na coesão social e num país com mais oportunidades para todos, num país mais justo", afirmou Marta Temido.

"A resposta só pode ser uma: estamos a trabalhar e este não é o momento de atirar a toalha ao chão, nem nos serviços de saúde, nem em quem quer fazer progredir o pais, nem na sociedade em geral", acrescentou a governante, à margem da visita que fez ao Polo do Centro Multidisciplinar Dor Beatriz Craveiro Lopes do Hospital Garcia de Orta, no Laranjeiro (Almada).

Ministra diz que se mantém a preocupação de equilibrio financeiro do Ministério da Saúde

Aos jornalistas, a ministra da Saúde abordou também as exigências dos profissionais de saúde, que têm greves agendadas para o final de outubro e em novembro. Insistiu que a preocupação de equilíbrio do Ministério da Saúde mantém-se e que não é possível colocar tudo em cima da mesa, "mesmo que as reivindicações dos profissionais do setor sejam justas".

"A preocupação de equilíbrio do Ministério da Saúde mantém-se e é aquela que referi nos últimos dias diversa vezes: naturalmente que há interesse em proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais, mas com preocupação com a sustentabilidade financeira do SNS", disse Marta Temido.

A governante sublinhou: "Não nos podemos esquecer que, além dos 29 000 profissionais a mais que temos desde 2015, há este ano mais um reforço de 700 milhões de euros" no Orçamento do Estado para a área da Saúde.

"É um esforço que dá prioridade à Saúde, mas conseguido à custa de menor investimento noutras áreas que também precisam de investimento. Temos de ter a noção da proporcionalidade e de que não é possível pôr tudo ao mesmo tempo em cima da mesa, por muito que as reivindicações sejam justas", afirmou.

Médicos, enfermeiros, técnicos de emergência pré-hospitalar e farmacêuticos do SNS já anunciaram greves para outubro e novembro.

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