Marques Mendes abdica da vacina prioritária

No dia em que chegou o primeiro lote de vacinas da Oxford-AstraZeneca, o comentador garante que estas, também em Portugal, serão administradas a menores de 65 anos, em linha com a decisão de outros países europeus.

Luís Marques Mendes informou que não aceita tomar a vacina contra a covid-19 a que tinha direito por ser conselheiro de Estado. O ex-ministro e antigo líder do PSD, no seu espaço de comentário semanal na SIC disse que vai esperar pelo momento da sua faixa etária, como "qualquer cidadão". Marques Mendes tem 63 anos.

Para o advogado e comentador, os membros do Conselho de Estado, por ser "um órgão consultivo", que se reúne de três em três meses, não devem ter direito a vacinação prioritária, apesar de o despacho do primeiro-ministro António Costa incluir os 18 membros do Conselho de Estado.

Ainda sobre a vacinação, Marques Mendes adiantou que as autoridades portuguesas, em linha com outras europeias, vão dar indicações que a vacina da Universidade de Oxford e AstraZeneca não serão administradas a maiores de 65 anos. O motivo da decisão é a de que os testes com a vacina não incluíram voluntários com mais de 55 anos.

O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre o tema.

Portugal recebeu hoje um lote de 43 200 vacinas da AstraZeneca, o primeiro deste laboratório, adiantou a 'task force' do plano de vacinação à Lusa.

A entrega do primeiro lote da AstraZeneca a Portugal acontece horas depois de ter sido revelado pelo Financial Times que esta vacina oferece proteção limitada contra a variante detetada na África do Sul.

Portugal tinha recebido até agora 387.270 doses da BioNTech/Pfizer e 19.200 da Moderna.

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