Marisa, uma candidata ao 'leme' da política do ambiente

Depois de mostrar uma Auto-Europa "exemplar" da contratação coletiva, Marisa Matias navegou no Sado para denunciar a pressão imoliária de Tróia.

A Marisa Matias afável, nos contactos com as pessoas, combativa na defesa dos seus ideiais, deu esta quarta-feira lugar a uma Marisa pragmática, que não hesitou em agarrar o leme de uma traineira no Sado. Foi, até agora, a melhor ação de 'marketing' da campanha do Bloco de Esquerda (BE) e criar uma "mulher do leme", neste caso em defesa das políticas ambientais e de um desenvolvimento sustentável.

Com o idílico cenário da serra da Arrábida como pano de fundo e o 'ameaçadora' paisagem de Tróia como alvo, a cabeça de lista da BE lembrou que "a crise tem sido usada como desculpa para não se cumprirem algumas metas ambientais definidas pela União Europeia" e "isos não pode acontecer. Não se pode recuar". Com Troia a estibordo, Marisa Matias ouviu a dirigente da concelhia do BE de Setúbal contar como, nos últimos anos, aqelas prais, tão apreciadas pelos sadinos, se tinham "tornado praticamente privadas". Uma "família de quatro pessoas paga a astronómica quantia de 24 euros pelo ferry, ida e volta. Quando chega, muito embora a praia seja públca, os caminhos estão feitos de forma a ser obrigada a ir para determinados sítios e tem que contornar toda a urbanização de hóteis. Estamos certos que querem tirar Tróia aos setubalenses e a quem não esteja alojada nos hóteis", destaca Rosário Amaral.

A picardia política do dia, foi direcionada para Paulo Rangel, o cabeça de lista da Coligação Portugal. O social-democrata tinha dito que a maioria PSD/CDS tinha batido o pé a Angela Merkel, contrariando-a nas negociações da União Bancária. "Pergunto-me", ironizou Marisa Matias, "como é que ele conseguiu dizer isso sem se rir", sublinhando que se Paulo Rangel "dissesse isso no parlamento europeu, muita gente ria rir-se, até da sua família política".

Marisa Matias assegurou que em todas as negociações sobre a União Bancária houve sempre uma subserviência extrema do Governo e do maior grupo do Parlamento Europeu, onde estão o PSD e o CDS".

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