Marcelo teve novo teste negativo e aguarda orientações da DGS

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve um segundo teste negativo de diagnóstico do novo coronavírus, depois de na segunda-feira ter testado positivo, e aguarda orientações das autoridades de saúde.

Esta informação consta de uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, na qual se lê que "o teste feito esta manhã pelo Instituto Ricardo Jorge voltou a dar resultado negativo" e que o chefe de Estado "aguarda agora as orientações das autoridades de saúde".

Na segunda-feira à noite, às 22.00, a Presidência da República comunicou que Marcelo Rebelo de Sousa tinha realizado um teste PRC com resultado positivo, mas estava assintomático, em isolamento no Palácio de Belém, em Lisboa.

Já em isolamento, nessa noite o chefe de Estado realizou novo teste PCR, cujo resultado negativo foi conhecido esta terça-feira (12) de manhã e, na sequência destes resultados díspares, realizou um "teste confirmativo" agora divulgado, também negativo.

O Presidente da República, de 72 anos - candidato a um segundo mandato em Belém -, que já estava com precauções extra devido a um contacto recente com um assessor infetado, recebeu no Palácio de Belém uma comitiva do PSD, que incluiu o autarca de Ovar, Salvador Malheiro, igualmente infetado.

Marcelo tinha feito inscrição para o voto antecipado em Lisboa

O Presidente da República e recandidato ao cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha feito inscrição para o voto antecipado em Lisboa, no domingo, embora reservando a possibilidade de votar em Celorico de Basto no dia das eleições.

Marcelo Rebelo de Sousa, que entretanto está em isolamento no Palácio de Belém, revelou a sua inscrição para o voto antecipado em entrevista ao podcast "Perguntar Não Ofende", de Daniel Oliveira e João Martins, gravada na segunda-feira e divulgada esta terça-feira.

Nesta entrevista, disponível em www.perguntarnaooofende.pt/pno/presidenciais-2021-marcelo-rebelo-de-sousa, o chefe de Estado e candidato presidencial diz não temer que um provável confinamento geral tenha fortes efeitos na participação eleitoral nas eleições de 24 de janeiro, realçando que "o voto antecipado que está a ter uma adesão massiva, muito grande".

"E eu devo dizer que eu próprio me inscrevi para utilizar o voto antecipado. Utilizarei ou não, mas é uma arma que tenho para ver até ao dia 17", revela. "Eu, se votar, votarei em Lisboa, na Reitoria da Universidade, mas devo dizer que guardo sempre a hipótese de votar em Celorico de Basto", acrescenta.

Celorico de Basto, terra natal da sua avó Joaquina, no interior do distrito de Braga, é o lugar onde Marcelo Rebelo de Sousa tenciona terminar a sua campanha eleitoral, como fez há cinco anos, e onde costuma votar.

Interrogado se o voto antecipado em mobilidade pode passar a ser mais facilmente utilizado em futuras eleições, concorda: "Pode e deve ser. Quer dizer, tem de se ir muito mais longe, e não só cá, também em termos de emigrantes".

O Presidente da República e candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP, antevê, ainda assim, que "vai aumentar a abstenção" nestas eleições presidenciais.

Questionado se entende que será o mais penalizado pela abstenção, Marcelo Rebelo de Sousa responde: "Sem dúvida, mas sobretudo o que penaliza é a democracia. Quer dizer, uma abstenção da ordem dos 75%, 80%, é muito, muito, muito penalizadora para a democracia - também é para o Presidente vencedor, mas é sobretudo para a democracia".

Contudo, manifesta-se esperançoso de que esse cenário não se venha a verificar: "Eu tenho a sensação de que, sendo um dia de desconfinamento, as pessoas vão descomprimir, vão libertar-se, e vão associar o voto a esse desconfinamento".

Sobre a decisão de levantar restrições no período do Natal, o Presidente da República realça que houve "uma unanimidade" nesse sentido por parte dos partidos e que se avançou "com dúvidas, com hesitações".

Interrogado se foi um erro, afirma: "Foi um risco. Eu tinha sempre uma predisposição menos aberta. O Governo tinha sempre mais aberta. Mas tentávamos chegar a um equilíbrio. E aqui chegámos a um equilíbrio e este equilíbrio já se sabia à partida que tinha muitos riscos. Se quiser, avançou-se no sentido de dizer: há que fazer esta descompressão e pagar o preço, esperemos que não seja um preço muito elevado".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG