Marcelo preocupado por Cavaco estar a esvaziar "papel presidencial"

Ex-líder do PSD diz que Cavaco é responsável pelo clima de campanha eleitoral por não ter convocado eleições antecipadas e acusa-o de estar a enfraquecer a sua função.

O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que o Presidente da República "não esteve feliz" nas declarações sobre as dívidas à Segurança Social do primeiro-ministro. No seu espaço de comentário na TVI, Marcelo disse ver "com preocupação o esvaziamento do papel presidencial desde 2013 até hoje e no ano que falta".

O antigo presidente do PSD teme que as intervenções de Cavaco Silva - como a que fez sobre Passos Coelho - lhe retirem legitimidade para procurar consensos e exercer a sua função presidencial num ano em que será formado um novo governo.

Cavaco Silva disse ontem que as justificações que Passos Coelho lhe deu sobre o assunto eram suficientes e reduziu a questão a uma "luta político-partidária", dizendo que acusações ao chefe de governo "cheiram a campanha eleitoral". Quanto a esta ideia do Presidente, Marcelo não só foi crítico como atribuiu a culpa ao chefe de Estado.

Para o comentador político "a principal responsabilidade de cheirar a campanha eleitoral, do clima de campanha, é do Presidente que não convocou, e mal, eleições antecipadas, o que permite este clima se prolongue por vários meses".

No entanto, Marcelo defende que, neste momento, o primeiro-ministro não deve ser demitido, pois "estar a proceder à dissolução do Parlamento seria deitar mais petróleo para a fogueira".

Marcelo criticou ainda o facto de Passos não ter resistido à tentação de trazer José Sócrates para o debate. "Esteve muito mal na alusão a José Sócrates, afastando-se da estratégia do PSD de não misturar o caso judicial de José Sócrates com a política", criticou o comentador.

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