Marcelo e Odemira: "Precisamos dos imigrantes, economicamente"

O Presidente da República foi entrevistado esta noite na RTP 1. Criticou a atitude dos adeptos do Sporting, mas reconheceu que evidente "que os diques iam romper". E mostrou-se otimista relativamente ao futuro político do país.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta quarta-feira, num primeiro momento, sobre os festejos descontrolados em Lisboa da vitória do Sporting no campeonato de futebol, que "quem deve prevenir não conseguiu prevenir e quem deveria prevenir são, naturalmente, as entidades responsáveis por isso".

Exigiu assim, aparentemente, responsabilização política pelo que aconteceu.

Só que, depois de o primeiro-ministro ter dito no Parlamento que Eduardo Cabrita era um "excelente" ministro da Administração Interna, o Presidente escolheu outro tom: "Não há prevenção que possa impedir o que aconteceu".

Sobre os festejos do Sporting, o Presidente acabou por proteger o ministro da Administração Interna: "Não sei se foi tratado ao nível do ministro da Administração Interna".

Segundo Marcelo, era evidente que "os diques iam romper" e portanto o que se passou uma "é um lição". Portanto, "não sei se foi tratado ao nível do MAI", sendo que "não é possível ter um polícia atrás de cada cidadão". Ou seja: "O clima é mais liberto, porventura excessivamente liberto", "as pessoas sentem-se mais à vontade".

Marcelo escusou-se, por outro lado, a dizer que o ministro da Administração Interna deve ou não ser remodelado. Isso, afirmou, compete ao primeiro-ministro e ele é "avaliado politicamente" por isso.

Sobre o futuro político próximo, o PR afirma estar "convencido" de que o próximo Orçamento do Estado passará "com uma base similar ao do ano passado".

Depois alvitra que as autárquicas de setembro/outubro poderão atingir as lideranças do PSD e do CDS. São "forças políticas farão um balanço da sua situação após as autárquicas" e "algumas delas têm congresso": "PSD e CDS terão isso [congressos]", recorda.

Sobre Odemira, o PR afirmou que a situação prova que "precisamos dos imigrantes economicamente" e isto "para os trabalhos que os portugueses não aceitam fazer".

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