Marcelo diz que portugueses não se podem "queixar" de falta de atuação da Justiça

Recusou comentar os desenvolvimentos do processo relacionado com o ex-banqueiro João Rendeiro, referindo apenas que a Justiça "está a atuar". Também não comentou as declarações do advogado Ricardo Sá Fernandes que considerou um "grave abuso de poder" a detenção do antigo ministro Manuel Pinho.

O Presidente da República recusou esta terça-feira comentar os desenvolvimentos do processo relacionado com o antigo banqueiro João Rendeiro, mas considerou que os portugueses "não têm razão para se queixar" da falta de atuação da Justiça.

Questionado pelos jornalistas sobre os desenvolvimentos no processo que envolve João Rendeiro, no final da sessão de apresentação do livro "Era uma vez Jorge Sampaio", na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recusou comentar e referiu apenas que a Justiça "está a atuar".

"Se a Justiça está a atuar, os portugueses não têm razão para se queixar da falta de atuação da Justiça. Como é que ela atua, isso não posso considerar com um tema sobre o qual o Presidente possa opinar", disse.

Também hoje, o antigo ministro da Economia Manuel Pinho ficou detido após comparecer no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para interrogatório no âmbito do caso EDP, uma decisão que foi criticada pelo advogado, Ricardo Sá Fernandos, que a considerou um "grave abuso de poder".

Questionado sobre estas declarações, o chefe de Estado, prosseguiu, "não pode comentar as atuações concretas da Justiça, apenas pode ir observando e respeitando as suas atuações ao longo do tempo".

A audição de João Rendeiro no tribunal sul-africano Verulam Magistrates, em Durban, foi hoje adiada para quarta-feira depois de a defesa ter pedido mais tempo para apresentar o requerimento de libertação sob fiança, decidiu o juiz.

João Rendeiro, que hoje foi novamente presente no tribunal, depois de no sábado ter sido detido num hotel em Durban, na província sul-africana do KwaZulu-Natal, vai continuar detido a aguardar a decisão do tribunal.

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