Marcelo admite que pandemia o aproximou do Governo

Presidente da República diz que "houve um tal entrosamento e tal convergência que ultrapassou tudo o que normalmente existiria se não houvesse pandemia"

O Presidente da República e recandidato presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu esta sexta-feira que a pandemia o aproximou do Governo.

Em declarações à TSF, o chefe de Estado diz que fez "questão de assumir a responsabilidade neste ano de pandemia e, mais do que uma colagem do Governo ao Presidente, houve um tal entrosamento e tal convergência que ultrapassou tudo o que normalmente existiria se não houvesse pandemia". "Não faz sentido o chefe de Estado ir para um lado e o Governo para o outro", acrescentou.

Num balanço da campanha eleitoral, Marcelo reconhece que "era muito complicado estar a fazer prevalecer o estatuto de candidato" e que, por isso, optou "por fazer sempre o apelo ao voto contra a abstenção, dizendo o que é verdade: que há uma escolha de candidatos muito grande".

"Estive dentro do que é possível", garantiu, lamentando o "azar de ao longo deste período todo ter tido dois contactos" de risco e "o episódio do teste positivo". "Ainda ontem estava em visita ao hospital de Vila Nova de Gaia e ligavam de Lisboa para saber o que estava a fazer", revelou.

Apelando ao "voto em geral", Marcelo Rebelo de Sousa voltou a admitir a possibilidade de haver segunda volta se a abstenção for astronómica".

Perspetivando um mandato "muito previsível" se for reeleito, ou se outro candidato for eleito, diz que não é desejável pensar numa antecipação de eleições "em cima da crise económica e da crise social" e espera que a atual legislatura dure "até outubro de 2023".

Com a sensação de "dever cumprido" depois de ter encontrado um país "dividido ao meio" há cinco anos, só tem um lamento: o "muito frio" que sente no Palácio de Belém.

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