Maioria rejeita propostas pela continuidade

O PSD e o CDS-PP chumbaram hoje na Assembleia da República os projetos do PCP, Bloco de Esquerda e "Os Verdes" pedindo a continuação do funcionamento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa.

O parlamento debateu a decisão do Governo de encerrar a unidade hospitalar a propósito de uma petição popular, com 5.555 assinaturas, que reclama a continuidade de funcionamento "da nossa maternidade Alfredo da Costa", destacando os "profissionais de excelência" que ali trabalham.

A comunista Rita Rato defendeu que "não há qualquer argumento clínico ou científico que justifique o encerramento" da maternidade, acusando o Governo de querer "destruir a MAC para favorecer as parcerias público-privadas na área da saúde".

A deputada sublinhou que o primeiro peticionário do abaixo-assinado, Gonçalo Pinheiro não esteve presente no debate "porque emigrou".

Para o deputado ecologista José Luís Ferreira, o desmantelamento da MAC representa "um verdadeiro recuo de anos na saúde materno-infantil" e mostra que o Governo "desaproveita a dedicação e experiência dos profissionais da maternidade".

Helena Pinto (BE) considerou que "nada fica melhor quando se encerra a melhor maternidade do país e se destrói todo o seu potencial", lembrando que "o mínimo que o Governo deve fazer, já que não esperou pelo futuro hospital de Todos os Santos, é esperar pela decisão do tribunal sobre a legalidade" do encerramento da MAC.

A social-democrata Conceição Caldeira garantiu que "nada move o Governo e o ministro da Saúde senão o motivo sério e inadiável de salvar o Serviço Nacional de Saúde", afirmando que a integração da maternidade no Hospital D. Estefânia permitirá uma poupança anual de dez milhões de euros, "um terço do custo de funcionamento da maternidade".

"Não se trata de desmantelar ou de destruir, mas de garantir uma assistência de qualidade, visando a sustentabilidade do SNS, com a manutenção das equipas de excelência", assegurou Isabel Galriça Neto, do CDS.

Pelo PS, Marcos Perestrello considerou que a decisão de encerrar a maternidade é "irracional e mentirosa", lembrando que "os investimentos, de vários milhões de euros, feitos há poucos anos, no reequipamento para valorizar os serviços de excelência da MAC, serão desperdiçados, não se sabe bem porquê".

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