Isabel Moreira diz estar "como sempre" com José Seguro

A deputada independente do PS Isabel Moreira considerou hoje "muito positiva" a reunião do grupo parlamentar, em que disse ter ficado "claro" que não fazia "sentido" ser tratada de forma diferente de outros deputados que violaram a disciplina de voto.

"A reunião foi muito positiva, eu, pessoalmente gostei muito da intervenção do secretário-geral e, como sempre, estou com ele", disse Isabel Moreira aos jornalistas no Parlamento, sublinhando que "do ponto de vista jurídico" não existiu qualquer advertência ao seu comportamento.

A deputada considerou ter ficado "claro da reunião" que não fazia "sentido" que fosse "tratada de forma diferente de outros deputados que já furaram a disciplina de voto e deputados que venham a furar a disciplina de voto".

"Penso que ninguém acredita nessa tese que poderia correr implicitamente para a imprensa de que uma deputada que trabalha arduamente todos os dias para o melhor do grupo parlamentar, para o melhor do partido e, sobretudo, para o melhor do país, por ter votado na especialidade contra dois processos que não constavam do memorando e por ter votado na generalidade contra o Código do Trabalho (que ultrapassa o memorando) é responsável por problemas que eventualmente existam no grupo parlamentar ou na articulação com a direção", argumentou.

"Seria um bocado de mais, eu não tenho peso suficiente para ser a causa de tudo isso, mas penso que a reunião de ontem foi muito positiva e contribuiu para limar algumas arestas que são normais, a necessidade de limar essas arestas é normal num grupo muito grande", acrescentou.

Isabel Moreira sublinhou que, apesar da "sanção pública" ou "política" de uma informação transmitida à imprensa, "do ponto de vista jurídico" não existiu nenhuma advertência, cuja "decisão, fundamentos e votação (sendo a direção do grupo parlamentar um órgão colegial)" requereu na reunião.

A deputada sublinhou que não houve qualquer votação.

"Acho que não passou de uma converseta porque não há nada. Acho que os jornalistas quando leram essa pseudodecisão leram um sms que lhes foi enviado", disse.

"Houve uma sanção pública, isso não há dúvida nenhuma, se aparece nos telejornais que a direção se reuniu a falar sobre o meu caso em particular e não sobre outros casos passados de outras pessoas", referiu, dizendo que "os jornalistas não inventaram nada, alguma coisa lhes chegou aos telemóveis".

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