IL propõe sistema para monitorizar aprendizagem nas escolas e enriquecimento curricular

A Iniciativa Liberal propõe ao executivo a implementação "com urgência" de um sistema para monitorizar a aprendizagem nas escolas, a criação de escolas de verão e o reforço dos programas de enriquecimento curricular.

O deputado único da Iniciativa Liberal (IL) recomendou esta terça-feira ao Governo a implementação "com urgência" de um sistema para monitorizar a aprendizagem nas escolas, a criação de escolas de verão e o reforço dos programas de enriquecimento curricular.

De acordo com um projeto de recomendação entregue esta terça-feira na Assembleia da República, João Cotrim de Figueiredo, que é também o presidente do partido, referiu que as medidas decretadas para controlar a pandemia "geraram profundas consequências educativas", um fenómeno "válido para muitas regiões do mundo e Portugal não foi exceção".

Por isso, a IL propõe ao executivo que "implemente com urgência um sistema de monitorização eficaz das aprendizagens", para ser possível "saber efetivamente o ponto de partida e valor acrescentado de cada escola, as dificuldades dos alunos e definir objetivos concretos" e específicos.

O "desenvolvimento do conceito de escolas de verão", com os estabelecimentos de ensino abertos durante os períodos de férias escolares e com "atividades de frequência voluntária" também é recomendado, já que poderá possibilitar a conciliação de "programas de recuperação de aprendizagem com desenvolvimento não cognitivo", assim como responder "às necessidades, em particular, dos alunos em risco de insucesso escolar ou de contexto socioeconómico desfavorecido".

João Cotrim de Figueiredo também sugere que haja um "reforço das atividades de enriquecimento curricular", como, por exemplo, nas "componentes de socialização e comunicação, com foco na oralidade e nas competências transversais" ou o "reforço da literacia para cibersegurança".

O deputado único da IL também recomendou ao Governo a "descentralização e autonomia na aplicação dos programas de recuperação, o que implica capacidade descentralizada de contratação ou de estabelecimento de parcerias por parte dos agrupamentos de escolas, quer diretamente com entidades privadas e sociais ou através das autarquias".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG