Governo "fala de feijoada a quem passa fome"

O líder da bancada comunista acusou hoje o Governo de "falar de feijoada a quem passa fome", ao traçar um cenário de recuperação económica enquanto os portugueses sentem os efeitos da crise.

"Falam de crescimento da produção industrial e de exportações, de garantias-jovens, de acesso a jovens, de acesso à educação e formação, como quem fala de feijoada a quem passa fome", criticou João Oliveira, no final da interpelação ao executivo da maioria PSD/CDS-PP.

Para o parlamentar do PCP, "comprovou-se que a realidade é bem diferente daquilo que propagandeia o Governo" e "Portugal está hoje pior do que quando foi assinado o pacto pelas 'troikas'".

"Governo e maioria querem convencer-nos de que o país está melhor do que em 2011. E que todos devemos estar gratos pelo que fizeram nos últimos três anos, de que valeu a pena toda a destruição económica e social, todos os dramas individuais e coletivos", lastimou.

O deputado comunista afirmou que os membros do executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas "roubaram salários, pensões e direitos, dizendo que tudo era temporário e hoje é evidente que se preparam para manter o roubo perpetuamente".

"A perspetiva que Passos Coelho, este Governo e a maioria têm para dar ao país é a mesma do Presidente da República e dos representantes da 'troika' - a da perpetuação dos sacrifícios e dos roubos impostos nos últimos três anos", disse, defendendo a demissão dos governantes, eleições antecipadas e a adoção de uma "política patriótica e de esquerda", depois de uma sessão bastante centrada nos problemas sentidos por todo o país em termos de cuidados de saúde.

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