Ferroviários e bancários do sul e ilhas não gostaram da aproximação da UGT ao Governo

Ainda que residuais, João Proença foi confrontado esta tarde, durante o XII Congresso da UGT, com críticas à aproximação que fez ao governo de Pedro Passos Coelho. Os primeiros ataques surgiram através de Francisco Fortunato, presidente de um sindicato dos ferroviários, dizendo que o "desgoverno aproveitou-se da UGT, do acordo assinado, para mostrar à troika", acrescentando não perceber porque razão a central sindical assinou tal documento "com o Governo mais reaccionário" depois do 25 de Abril.

Depois, foi a vez de António Grosso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas. O sindicalista disparou na direcção de João Proença por, na sua opinião, a central sindical ter ficado à margem da manifestação de 15 de setembro de 2012. "A UGT em vez de se manifestar em Portugal, arranja excursões para manifestações em Bruxelas e em Paris", declarou.

Na defesa, João Proença sublinhou a independência dos sindicatos afetos à UGT, dizendo que esta central sindical não "é uma central de dirigentes, nem comandada por um partido, mas im uma central de sindicatos".

O Relatório de Atividades da direcção cessante foi aprovado por uma larga maioria dos delegados ao congresso. Registaram-se apenas duas abstenções e 22 votos contra.

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