Feriados expõem nova divergência na coligação

PSD fala em "número" do parceiro de coligação, depois de o centrista Nuno Magalhães defender reposição do 1.º de Dezembro.

Repor ou não repor os feriados, eis a questão. Ainda que meramente retórica porque, já se sabe, as propostas da oposição - e do centrista José Ribeiro e Castro - estão condenadas a morrer hoje com os votos contra da maioria. Porém, o debate parlamentar de ontem serviu para deixar a nu uma nova divergência entre PSD e CDS.

Se os sociais-democratas, pela voz do deputado Pedro Roque, defenderam que só "em 2017 será missão do governo abordar esta matéria na concertação social e com a Santa Sé", os centristas, por intermédio do líder parlamentar, Nuno Magalhães, foram taxativos. "Reavaliação obrigatória" da suspensão, sim, mas já em 2016 (...). Esta é a nossa posição: 1.º de Dezembro de volta em 2016." Ora, para o partido liderado por Paulo Portas à restauração como feriado do dia da Restauração terá de corresponder, numa lógica de "paridade", a recuperação de um feriado religioso. Claro, ouvindo a Igreja Católica.

O incómodo no PSD foi evidente, embora uma fonte da direção da bancada tenha sublinhado que o partido encara "com total indiferença o número" do parceiro de coligação. Isto porque, frisou ao DN, os centristas "concordaram com a lei e assinaram-na" e agora procuram marcar a agenda com uma posição "eleitoralista, que pensam que irá agradar às pessoas".

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