Feiras quase sem clientes mostram "cinismo" de Portas

A coordenadora do BE defendeu hoje na Feira que a realidade dos mercados regionais é um dos fatores que demonstra que Paulo Portas usa de "cinismo eleitoral" quando fala em sinais de recuperação na economia nacional.

Numa ação de campanha na chamada "Feira dos 20", para promoção de António Torres como candidato à presidência da autarquia local, Catarina Martins afirmou que "quem anda pelo país percebe como a economia se está a deteriorar" e que "não há cinismo eleitoral que possa resistir" a isso.

"O facto de feiras que eram gigantes agora serem mercados onde quase há mais comerciantes do que clientes mostra bem qual é o estado do país", realçou a líder do BE. "Bem pode [o vice-primeiro-ministro] Paulo Portas vir dizer que há indicadores positivos na economia, que qualquer pessoa que anda na rua sabe que isso não passa no teste da realidade".

Para Catarina Martins, a verdade é que "há cada vez menos empregos, são cada vez mais os postos de trabalho destruídos pela política de Direita, num número avassalador, e os salários são cada vez mais curtos".

"A economia está pior", garante a coordenado do BE, "portanto, no teste da realidade, não há cinismo eleitoral que possa resistir".

Catarina Martins observa ainda que "o discurso de sombras" característico da Direita consiste atualmente em "falar de uma coisa ao mesmo tempo que se faz outra". Como exemplo, aponta a referência de Portas à revitalização económica e, em contraste, "um Orçamento de Estado que está a ser preparado com mais cortes nas pensões".

"Se calhar não é a Taxa Social Única", admite a coordenadora do BE, "mas pode dar-se o nome que se quiser ao corte nas pensões porque o que sabemos é que todos os pensionistas ficarão pior com o Orçamento de Estado".

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