"Falta ainda fazer uma reforma da Segurança Social"

Paulo Portas acredita que Portugal está a aproximar-se dos 2% de crescimento e que é essa a meta para fazer a reforma prevista no guião da reforma do Estado. E deixa críticas ao PS numa entrevista à Renascença.

O vice-primeiro-ministro defendeu "falta ainda fazer uma reforma da Segurança Social", que só será possível "com um nível de crescimento económico que andará pelos 1,5% e o Governo estimou em 2%, para ser mais prudente ainda".

Como justificou Paulo Portas, em entrevista à Rádio Renascença, na terça-feira à noite, "não pode haver nenhum problema com as contribuições na fase de transição e, portanto, é preciso que haja suficiente crescimento económico para garantir que na fase de transição não há problemas com a sustentabilidade do sistema, para chegarmos a um futuro em que as coisas estão mais equilibradas".

A reforma deste regime passa por "abrir o nosso sistema a uma parcela de capitalização". "A Segurança Social pública, como esforço universal, será sempre o pilar principal", defendeu Portas. Esta capitalização significa que as contribuições terão uma parte redistributiva na mesma, mas outra parte servirá para capitalização na formação da pensão do próprio contribuinte.

Na referida entrevista, o vice-primeiro-ministro defendeu que a decisão de concluir o programa de assistência sem recorrer a um programa cautelar foi "tomada com prudência". "Eu disse sempre que a minha linha era um só resgate, um só empréstimo e um só calendário com a troika. Qual era a alternativa a isto? Um segundo resgate? Do meu ponto de vista, um segundo resgate significava mais dependência, mais credores, mais troika em piores condições", apontou.

Portas prometeu que a carta de intenções só estará pronta em junho. "O FMI tem regras", acusando depois o PS de "estar a criar uma dúvida de boa-fé, que é inaceitável quando o país conseguiu terminar o resgate", por os socialistas terem vindo exigir que o Governo mostre a carta.

"O PS, se tivesse aceitado até às últimas consequências o compromisso nacional que o Presidente da República pediu teria estado a negociar as ultimas avaliações connosco junto da troika. Saberia tudo o que lá se passava", acrescentou. "Agora não querer estar dentro e depois queixar-se de estar fora, isso é que não me parece justo."

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