"É inadmissível" que Jardim "vá para adros das igrejas atacar adversários políticos"

O presidente do CDS/PP-Madeira, José Manuel Rodrigues, alertou hoje para a "crescente crispação" do ambiente político no arquipélago e considerou "inadmissível" que o presidente do Governo Regional "vá para adros das igrejas atacar adversários políticos".

"O clima político na Madeira está numa crescente crispação e agressividade, e atingiu níveis de violência verbal inaceitáveis", afirmou José Manuel Rodrigues, numa conferência de imprensa no Funchal.

O líder dos democratas-cristãos no arquipélago disse ser "inaceitável o que se passa periodicamente na Assembleia Legislativa da Madeira, com atos inqualificáveis", referindo, ainda, ser "inadmissível que o senhor presidente do Governo Regional vá para adros das igrejas atacar adversários políticos, acusar jornalistas, injuriar cidadãos e lançar divisão entre madeirenses".

O presidente do Governo da Madeira, o social-democrata Alberto João Jardim, disse a 13 de maio, no adro da Igreja da Ribeira Brava, que se a região chegar a 2015 com as finanças consolidadas, a população tem o direito a perguntar o que faz a República Portuguesa no arquipélago.

"Paga às polícias, paga aos tribunais, paga aquilo que nos vigia, mais nada. O que é que faz aqui a República Portuguesa? Esta é a pergunta que se vai pôr se nós conseguirmos consolidar as nossas finanças e perante o facto de eles aqui não terem feito nada", declarou Alberto João Jardim.

Na ocasião, o chefe do Executivo insular acrescentou: "Só para ter as leis deles, que muitas são idiotas, para termos a Lei do Aborto, a lei do casamento 'gay' e não sei mais essas coisas -- essas leis esquisitas que eles fazem - muito obrigado, mas aqui não se gasta dessa fruta. De maneira que só para ter essas leis, não vejo razão para se estar a aturar tudo isto".

A 03 de maio, os deputados do PSD abandonaram o plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, interrompendo os trabalhos quando o presidente do grupo parlamentar do PS, Carlos Pereira, interpelou a mesa para fazer a defesa da honra.

"O PSD não aceita", sustentou o presidente do grupo parlamentar do PSD, Jaime Ramos, que momentos antes, numa intervenção, chamou ao PS "ladrões" e "gatunos" por durante sete anos "ter roubado a Madeira", responsabilizando o ex-primeiro-ministro José Sócrates pela entrada da 'troika' em Portugal e destruição da economia portuguesa.

Jaime Ramos qualificou ainda a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, de "incompetente" e de "não gostar da Madeira" devido a uma dívida do Governo da República no âmbito do sector agrícola.

Para José Manuel Rodrigues, recandidato à liderança do CDS/PP-M, "o necessário e salutar debate político entre os partidos pode e deve ser feito com elevação e educação, mas evitando a agressão e a mal criação, que não levam a lado nenhum e que só lançam mais ansiedade e desespero na sociedade madeirense".

"O CDS apela ao Governo Regional, à maioria e a todos os agentes políticos para que evitem as agressões gratuitas, os insultos desnecessários, as divisões inaceitáveis e trabalhem em prol do que realmente e verdadeiramente interessa que é encontrar soluções para os problemas da Madeira e dos madeirenses", adiantou o também deputado na Assembleia da República.

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