"Desculpas pareceram ensaiadas", diz Marques Mendes

O comentador da SIC defende que os 'mea-culpa' feitos por Paula Teixeira da Cruz e por Nuno Crato serviram apenas para "dar uma ideia de humildade", uma vez que se aproximam as legislativas.

Luís Marques Mendes defendeu este sábado, no habitual comentário no Jornal da Noite, na SIC, que os pedidos de desculpa feitos esta semana pela ministra da Justiça, por causa da plataforma Citius, e pelo ministro da Educação, devido aos erros na colocação dos professores, pareceram "uma coisa ensaiada". E porquê? O comentador entende que visaram apenas "dar uma ideia de humildade", dado que as eleições legislativas se aproximam.

O ex-líder social-democrata assinalou que ao longo destes três anos de Executivo PSD/CDS já muitos "erros, falhas e trapalhadas" e nunca nenhum ministro teve um comportamento similar, pelo que pediu que os governantes não repitam a estratégia. "Soa a falso", sintetizou.

Assim, Marques Mendes sugeriu que no Ministério da Justiça "rolem cabeças", como aconteceu no Ministério da Educação, indicando que deve ser a do presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, Rui Pereira.

Marinho Pinto, o "arauto da ética e da moral"

Noutra parte da sua intervenção, Marques Mendes referiu que "caiu a máscara" a Marinho Pinto. "Ficou-lhe mal o que fez com o Partido da Terra", disse o comentador, que considerou que o eurodeputado tratou aquele partido como "uma barriga de aluguer" e depois o "mandou às urtigas".

E acusou ainda o ex-bastonário da Ordem dos Advogados - que disse gostar de se "apresentar como arauto da ética e da moral" - de criticar o salário auferido em Bruxelas para "ficar bem na fotografia popular", apesar de não o aplicar numa causa social ou doar a uma instituição particular de solidariedade.

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