De oito pessoas nos Jerónimos a milhares nas ruas do Funchal, a prova de que "a vida continua"

Marcelo Rebelo de Sousa fez a narração exata do ambiente da cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, no Funchal, ao vincar que passou de oito pessoas, em 2020, para milhares concentradas na Avenida do Mar e da Praça da Autonomia.

"No 10 de Junho de 2020 éramos oito - oito - naquele claustro do Mosteiro dos Jerónimos, saídos de uma vaga [de covid-19], desejando que outras não viessem prolongar dor e adiamento", recordou, para depois sublinhar: "Hoje somos aqui dezenas, centenas, milhares ao longo destas avenidas, destas ruas, deste Funchal, desta Madeira, deste Portugal, a querer dizer que a vida continua, a nossa vida continua, a nossa vida recomeça."

As pessoas aplaudiram-no, como antes já o tinham feito, quando chegou a pé pela Avenida do Mar, e como tornaram a fazê-lo depois, quando saiu da tribuna, outra vez a pé, rumo à Reitoria da Universidade da Madeira, onde almoçou.

O Presidente da República percorreu uma parte da avenida e foi saudando as pessoas, tirando `selfies´, dando autógrafos, ora de um lado, ora do outro, num trajeto em ziguezague e sem distanciamento físico que durou cerca de uma hora, num dia de céu limpo e muito sol, o último da sua estada na Madeira.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou à região na segunda-feira e manteve, até hoje, um intenso programa, que culminou com a cerimónia militar do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na qual fez um discurso de 15 minutos, em que descreveu a Madeira como uma "terra feita de chegadas, enraizamentos, criações e recriações", com "gente corajosa, desbravadora, resistente", que faz valer "a sua justa e intrépida autonomia".

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