Cunhal "estaria muito magoado" com situação em Portugal

O advogado, historiador e membro da Comissão Coordenadora do PCP na Madeira Rui Nepomuceno disse hoje que se Álvaro Cunhal fosse vivo "estaria muito magoado" com a atual situação em Portugal.

"Estamos numa época em que se o Álvaro Cunhal fosse vivo estaria muito magoado com tudo isto e continuaria uma luta ainda mais acesa como aquela que teve contra o fascismo e pela instauração da democracia, liberdade, justiça social e pela transformação da sociedade", referiu o dirigente comunista madeirense, na inauguração da exposição alusiva às comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, antigo líder do Partido Comunista Português (PCP).

Considerou que o ideal de Álvaro Cunhal está "cada vez mais atual" num contexto de "grandes dificuldades económicas e sociais", de "entrega da soberania" à troika, à União Europeia e ao FMI, de "sacrificar o povo para pagar juros obscenos", de "desemprego, pobreza e emigração".

"Álvaro Cunhal foi sempre um homem preocupado e interessado que a Madeira conseguisse a sua autonomia política", acrescentou.

A exposição, idêntica às que vão ser expostas por todo o país, estará disponível até ao final de abril.

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