Cristas pede a serviços avaliação para propor rescisões

A ministra da Agricultura e do Ambiente, Assunção Cristas, afirmou hoje no Parlamento ter pedido aos dirigentes dos seus serviços para avaliar a quem pode ser proposta uma rescisão amigável ou quem pode ir para a mobilidade.

Assunção Cristas, que falava na comissão do Ambiente e Ordenamento do Território, em resposta às perguntas dos deputados Heloísa Apolónia (Verdes) e Paulo Sá (PCP), anunciou ter pedido "a todos os dirigentes que olhassem para os seus serviços" e que nas "funções que forem deixando de ter relevância" as pessoas fossem "encaminhadas para a requalificação", sendo certo em matéria de rescisão amigável "o pontapé de saída cabe ao trabalhador".

Segundo a ministra, a intenção é "perceber onde há gente a mais e a menos" e que esse trabalho "pressupõe alterar os serviços como estão neste momento organizados e como podem sê-lo em virtude da reestruturação".

Heloísa Apolónia acusou Assunção Cristas de estar a "colocar na rua" uma "fornada de funcionários públicos".

Assunção Cristas, que disse que atualmente o Ministério da Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território tem cerca de 900 pessoas na mobilidade especial, "uma realidade muito diferente" em relação a alguns anos em que era o principal contribuinte para esta situação.

A ministra adiantou ainda que vai olhar "para todas essas situações antes de caminhar para outras respostas" e que "há muita gente em situação de mobilidade especial que pode estar mais interessada em receber um valor para sair da administração pública".

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