Credibilidade de Albuquerque está "abaixo de zero", diz Costa

O líder do PS critica o candidato do PSD à presidência do governo regional da Madeira por se ter aliado a Passos Coelho.

O cabeça-de-lista da coligação Mudança (PS, PTP, MPT e PAN) às eleições regionais na Madeira afirmou hoje que a credibilidade política do candidato do PSD "anda abaixo de zero" porque se aliou ao primeiro-ministro de Portugal.

"O candidato do PSD perdeu toda a credibilidade desde o momento em que se aliou ao atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho", disse Victor Freitas, que é também o líder socialista madeirense, numa iniciativa de campanha eleitoral no Funchal que incluiu contactos da candidatura com a população e contou com o presidente do município, Paulo Cafôfo.

O candidato da coligação Mudança ironizou, dando os "parabéns" ao social-democrata Miguel Albuquerque por ter escolhido "excelentes aliados".

"Um [Pedro Passos Coelho] que está a destruir o país e a perseguir a Madeira porque nos tratou a todos pior que a 'troika' tratou Portugal e um outro [Jaime Ramos, que foi líder parlamentar e secretário-geral do PSD/Madeira] que ao longo destes anos andou a viver à custa dos madeirenses e a utilizar a política para fazer negócios", argumentou.

O candidato reforçou que resta pouca credibilidade a Miguel Albuquerque junto dos madeirenses porque se aliou "aos grupos económicos e aos interesses que ao longo destes anos andaram a sugar o orçamento regional e a definir estratégias de desenvolvimento que deram erradas, porque tinham o objetivo não de desenvolvimento da Madeira mas de algumas empresas".

No seu entender, "o facto de se ter aliado a Jaime Ramos e ao seu filho [Jaime Filipe Ramos], que colocou nas listas, diz tudo da credibilidade de Miguel Albuquerque".

Victor Freitas refutou as críticas de Miguel Albuquerque de que o PS perdeu credibilidade ao integrar uma coligação com forças "radicais e populistas".

"O PS ganhou credibilidade com esta coligação porque se apresenta aos olhos dos madeirenses com uma base eleitoral mais alargada e com peso eleitoral que garanta governação", disse, rematando: "Miguel Albuquerque, pelo contrário, preferiu aliar-se a Pedro Passos Coelho e a Jaime Ramos".

Nesta iniciativa, o candidato também se congratulou pelo facto de o secretário-geral do PS, António Costa, se ter comprometido com a revisão dos juros da dívida da Madeira se for eleito para chefiar o próximo Governo da República, realçando que representaria uma poupança de 350 milhões de euros.

"Não se percebe como é que a direita no país nos recusa o agendamento na Assembleia da República de uma proposta cujo objetivo é, em matéria de taxas de juro, [...] se estender ao empréstimo que o Estado português faz à Madeira", argumentou.

Segundo Victor Freitas, "esta atitude do PSD e do CDS-PP diz muito em relação à forma como os últimos quatro anos foram vividos no relacionamento entre a República e a Madeira, em prejuízo dos madeirenses e porto-santenses que estão hoje, na prática, com esta taxa de juro a financiar o Estado, que tem uma taxa de juro muito mais baixa".

O cabeça-de-lista também elogiou o compromisso de António Costa de rever o processo relativo aos transportes aéreos e marítimos, dando aos madeirenses condições semelhantes às que foram conseguidas para os Açores.

Às eleições legislativas antecipadas na Madeira, que foram convocadas pelo Presidente da República para 29 de março, concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e a Plataforma de Cidadãos 'Nós Conseguimos' (PPM/PDA).

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