"Como manter governo em que primeiro-ministro mente?"

Seguro devolve questão de Passos na oposição em 2011 para questionar primeiro-ministro sobre ter prometido uma coisa e ter anunciado outra. Bancadas da maioria entusiasmadas com discurso de chefe do Governo.

O líder socialista foi buscar uma frase de Pedro Passos Coelho, então na oposição, em 2011, para questionar o primeiro-ministro "como é possível manter um governo em que o primeiro-ministro mente?". António José Seguro tinha recordado a promessa de Passos Coelho, 15 dias antes de apresentar o Documento de Estraégia Orçamental (DEO), de que não haveria aumentos e impostos nem perda de rendimentos, quando afinal aumentou o IVA e a contribuição da taxa social única para todos os trabalhadores.

Seguro insistiria ainda na sua intervenção inicial em querer conhecer o conteúdo da carta de intenções que o Governo acordou com o FMI, notando que "os portugueses e o Parlamento têm o direito de conhecer a carta", uma vez que "o programa acaba a 17 de maio". "Estávamos todos à espera que trouxesse a carta, que viesse prestar contas ao Parlamento", apontou. Passos Coelho insistiu que o Governo cumpre as regras do FMI e que a carta não trará novidades.

Antes, na intervenção que abriu o debate e entusiasmou as bancadas da maioria, em particular a do PSD, o primeiro-ministro avaliou o "sucesso" do programa de ajustamento, notando que "todos estes resultados foram alcançados em condições extremamente adversas, em primeiro lugar pela própria situação do país".

Passos Coelho defendeu que "as grandes medidas que foram realizadas não se concentraram em redução de salários nem de pensões", dizendo que "estas atingiram valor global perto de dois mil milhões de euros", com 1,3 mil milhões na função pública e 700 mil nas pensões.

"Quando olhamos para a despesa primária diminuiu em mais de 5,6 milhões de euros", ou seja, "apenas uma parcela aproxidamente de 1/3 correspondeu a salários e pensões, o resto foi despesa corrente e de investimento".

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