Chumbo da convergência implica retificativo, diz Sócrates

José Sócrates afirmou que Portugal "terá um problema sério e o Governo fica numa posição lamentável", se o Tribunal Constitucional chumbar a convergência das pensões, "porque o País fica sem Orçamento".

Apesar da legislação que estabece a convergência dos regimes de pensões - que o Presidente da República enviou para fiscalização dos juízes do Palácio Ratton - ser "autónoma" do Orçamento do Estado para 2014 o seu chumbo terá implicações: "Um Orçamento retificativo", sentenciou o ex-primeiro-ministro no seu comentário semanal na RTP1.

Mas Sócrates também admitiu que se o Tribunal decidir pela constitucionalidade da legislação será "um sucesso para o Governo", que ele reconhecerá.

Sobre a entrevista de Passos Coelho, na quinta-feira passada na TVI e na TSF, o comentador ironizou que "a única estranheza" que notou "foi a do primeiro-ministro não ter reconhecido o mesmo que a diretora do FMI", Christine Lagarde, sobre o "erro da austeridade".

Na parte inicial do comentário, Sócrates atacou o que disse ser uma "falsidade" do primeiro-ministro na entrevista ao afirmar que "não conhecia o défice de 2010". "O senhor primeiro-ministro faltou à verdade", acusou, mostrando um documento do Instituto Nacional de Estatística, que demonstra que o valor do défice do ano anterior ao da tomada de posse do atual governo foi revelado a 23 de abril de 2011.

A leitura para este "lapso", como afirmou o antigo governante socialista, é de quem "não quis assumir as suas responsabilidades". "O memorando inicial não foi aplicado, foi alterado de forma substancial", sublinhou.

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