Exclusivo Célia Pessegueiro: "Voltámos aos tempos do achincalhamento, das ofensas e das atitudes arrogantes"

A autarca e recandidata PS à câmara de Ponta do Sol garante que só haverá esperança numa democracia com qualidade quando houver mudança de governo e de maioria na Madeira. Os modos "arruaceiros regressaram"

O que a levou, no final dos anos 90, a entrar no mundo da política?
As atenções para as questões políticas começaram com a candidatura do Eng. António Guterres ao governo. Sereno, arejado, por oposição ao cinzentismo de Cavaco. Tinha um discurso apelativo e mobilizador. Depois, durante uma campanha para umas eleições autárquicas, houve alguns eventos que me chamaram a atenção, algo que antes nem pensava. Desde as campanhas extremamente agressivas por parte do partido que governava a região e todas as autarquias até às diferenças nas propostas, tudo me chamava a atenção.

Foi pela primeira vez a votos nas eleições para a JS-Madeira. O que sentiu quando ganhou esse desafio?
Quando entrei na vida política ativa no meu concelho, a JS da Ponta do Sol era muito ativa. Foi muito natural aderir às suas atividades. Eram anos de grande combate político e muito desigual, o que me levava a trabalhar mais para que o PS tivesse melhores resultados nas eleições. Por isso, quando me candidatei a presidente da JS-Madeira ia muito confiante. Lembro-me muito bem da responsabilidade que senti quando ocupei o cargo e do trabalho que iríamos ter para que houvesse alternância política na região. Era a primeira mulher a ocupar aquele cargo, mas na jota o sentimento era de sermos todos iguais.

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