Cavaco só fala da Guiné Equatorial depois da cimeira

Presidente da República remeteu hoje para depois da cimeira da próxima quarta feira um comentário sobre a possível entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Questionado sobre se irá votar vencido sobre a entrada da Guiné-Equatorial na CPLP, que será debatida em Dili pelos chefes de Estado e de Governo dos países lusófonos, Cavaco Silva escusou-se a responder.

A proposta da entrada da Guiné-Equatorial "é um dos pontos da agenda", bem como "a CPLP no quadro da economia global e da visão estratégica da nova situação dos mercados internacionais", tema escolhido pelo país anfitrião, acrescentou o Presidente da República.

Os comentários realizaram-se no final de uma visita oficial de dois dias à Coreia do Sul, antes de seguir para Díli, onde participará na conferência dos oito países de língua portuguesa.

Nas cimeiras de 2010 e 2012 da CPLP, o Presidente da República opôs-se à adesão da Guiné-Equatorial.

Os membros da CPLP condicionaram a entrada da antiga colónia espanhola, presidida desde 1979 por Teodoro Obiang, à suspensão da pena de morte e à adoção do português como língua oficial - a língua mais falada em Malabo é o espanhol. Em fevereiro, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito países recomendaram por unanimidade a entrada da Guiné-Equatorial, cabendo a decisão aos chefes de Estado e de Governo que se reúnem na quarta-feira.

A X cimeira, com o tema "A CPLP e a globalização", marca a transição da presidência da organização lusófona de Moçambique para Timor.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG