Candidato da Iniciativa Liberal desiste da corrida à Câmara de Lisboa

Miguel Quintas abandona candidatura por "razões pessoais". Iniciativa Liberal vai manter candidatura própria

O candidato da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Quintas, desistiu da corrida autárquica por "razões pessoais", avançou o Observador e confirmou o DN.

"Esta decisão de Miguel Quintas foi aceite pelos órgãos locais e nacionais da Iniciativa Liberal, a quem agora compete ponderar e decidir sobre o novo candidato do partido no processo autárquico em Lisboa", pode ler-se em comunicado enviado à nossa redação.

Miguel Quintas tinha sido anunciado como candidato no sábado de manhã, depois de a IL ter rejeitado o acordo proposto por Carlos Moedas, candidato apoiado por PSD e CDS.

"No âmbito do Núcleo de Lisboa da Iniciativa Liberal, Miguel Quintas utilizou a sua vasta experiência profissional e competência na elaboração do programa eleitoral autárquico, e, em apreço por este serviço ao partido, veio a ser escolhido para ser o candidato à Câmara Municipal de Lisboa, dando cumprimento à estratégia da Iniciativa Liberal de apresentar candidaturas próprias", pode ler-se.

Apesar deste revés, o partido não vai abdicar de manter uma candidatura própria em Lisboa, embora liderada por outro candidato.

A decisão de apresentar um candidato próprio em vez de apoiar Moedas foi tomada pela Comissão Executiva que se reuniu no sábado, por proposta do núcleo de Lisboa da Iniciativa Liberal, tendo sido anunciado igualmente o nome que vai ocupar o segundo lugar na lista dos liberais, Ana Pedrosa-Augusto, que foi vice-presidente eleita no primeiro congresso do Aliança.

"Que não fiquem dúvidas nenhumas: é uma decisão difícil, mas certa e que o grande objetivo que temos ao tomá-la é tirar da câmara o PS que há 14 anos a governa e o atual presidente que há seis anos a governa", sublinhou o presidente e deputado dos liberais.

O ex-comissário europeu Carlos Moedas foi apresentado em 25 de fevereiro como candidato do PSD à Câmara de Lisboa e recebeu no dia seguinte o apoio do presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que disse que o seu nome merecia "um sólido consenso" para encabeçar uma candidatura conjunta.

Na apresentação das razões da sua candidatura, na quinta-feira, Moedas afirmou que o objetivo da sua candidatura é congregar as forças "não socialistas, moderadas e progressistas" da cidade e derrotar o PS, na autarquia há 14 anos, e disse ter já recebido o apoio do PPM, do MPT e da Aliança.

Nas últimas autárquicas, em 2017, PSD e CDS-PP concorreram separados à Câmara Municipal de Lisboa, numas eleições ganhas pelo socialista Fernando Medina, que obteve 42% dos votos e perdeu a maioria absoluta na capital.

A então líder do CDS-PP Assunção Cristas ficou em segundo lugar, com 20,6% (perto de 52 mil votos), numa candidatura apoiada também por MPT e PPM e que elegeu quatro vereadores.

Nessa eleição, o PSD teve como candidata a então deputada Teresa Leal Coelho, que ficou em terceiro lugar, com 11,2% (correspondentes a pouco mais de 28 mil votos), elegendo dois vereadores.

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