Câmara de Setúbal desmente ministra. Afirmações "não correspondem à verdade"

A polémica parece não ter fim à vista. Depois das declarações de Ana Catarina Mendes sobre o acolhimento a refugiados ucranianos em Setúbal, a autarquia vem agora desmentir publicamente a ministra e nega ter recusado reuniões.

A Câmara Municipal de Setúbal revelou esta quarta-feira estar perplexa e indignada devido às declarações da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, sobre o caso do acolhimento a refugiados ucranianos no município. Na terça-feira, a governante tinha referido que o que veio a público sobre os processos de acolhimento no município é "inaceitável" e deve ser investigado.

Perante isto, a autarquia setubalense emitiu esta quarta-feira um comunicado onde "desmente formalmente" as afirmações da ministra que, diz, "não correspondem à verdade".

Na nota de imprensa publicada no site da câmara municipal, lê-se que "apesar de ter o dever de, enquanto decorrem as investigações ao acolhimento de refugiados ucranianos pelos seus serviços, manter a mais estrita reserva sobre o que foram os seus procedimentos, [a autarquia] não pode deixar de manifestar a sua perplexidade e indignação perante declarações da senhora ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares e eleita na Assembleia Municipal de Setúbal, dra. Ana Catarina Mendes, na Assembleia da República no dia 10 de maio, declarações que, desde já, desmente formalmente por não corresponderem à verdade."

Depois de ter dito "que a Câmara Municipal recusou a realização, na última semana, de uma reunião para que fosse estabelecido um protocolo com o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) para o acolhimento de refugiados ucranianos em Portugal", Ana Catarina Mendes referiu ainda "que a Câmara Municipal recusou um convite do ACM para estar numa sessão de esclarecimento promovida pelo CLAIM - Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, em Setúbal, sobre o acolhimento de refugiados".

Tudo isto, defende a Câmara Municipal de Setúbal, "não corresponde à verdade, como facilmente poderá esta câmara municipal comprovar através de documentos". Por isso, o executivo local pede ainda que a Alta Comissária para as Migrações, Sónia Pereira, "a confirmar a veracidade destas afirmações da senhora ministra."

Com Lusa

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