Atual liderança do PS não mostra que quer ser alternativa

O candidato às primárias do PS António Costa acusou ontem à noite a atual liderança do partido de não conseguir "deixar claro aos portugueses" de que é uma alternativa ao Governo e reafirmou que pretende conquistar uma maioria absoluta.

António Costa, que discursava ontem à noite em Odivelas perante uma plateia de cerca de uma centena de pessoas, afirmou que a atual liderança de António José Seguro não tem conseguido passar a mensagem de que pretende fazer algo diferente do Governo.

"O PS não tem deixado claro que quer fazer diferente. Há uma diferença entre fazer um pouquinho diferente ou ser uma verdadeira alternativa", sublinhou.

Exemplificando, António Costa disse que, no que respeita às medidas de austeridade, o PS de António José Seguro deixa entender que se trata de uma questão de ritmo ou de dose, quando "deveria mostrar que pretende fazer um caminho diferente".

Nesse sentido, o também presidente da Câmara de Lisboa disse que um futuro Governo socialista terá de "travar o processo de austeridade e inverter o ciclo económico".

"O país tem de sentir que existe um rumo e evitar sentimentos de desânimo e de descrença. É preciso motivar a sociedade e mobilizar Portugal", afirmou.

Na sua intervenção, de quase uma hora, António Costa falou da sua "agenda para uma década" e defendeu algumas medidas para o curto prazo, nomeadamente a reposição das pensões e o aumento do ordenado mínimo nacional.

"Nenhum país pode ser competitivo com baixos salários. Não podemos continuar a desvalorizar o valor do trabalho", atestou.

António Costa defendeu, igualmente, a necessidade de combater a pobreza infantil e juvenil e a criação de políticas ativas de emprego.

"Não podemos continuar a fingir que não vemos os custos da pobreza. A pobreza vai aumentar as desigualdades no futuro", apontou.

No final do seu discurso, o candidato à liderança PS voltou a apelar à necessidade de o partido conseguir uma maioria nas próximas eleições legislativas.

"Temos de ter um PS forte, capaz de fazer aquilo que os portugueses pedem. Tem de ser uma grande maioria", afirmou.

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