Assis assume convite de Seguro para direção do partido

O ex-líder parlamentar do PS Francisco Assis assumiu hoje que foi convidado por António José Seguro para integrar o Secretariado Nacional, mas negou ter sido convidado para encabeçar a lista socialista nas eleições europeias em 2014.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Francisco Assis - que na terça-feira teve um papel considerado relevante na aproximação entre António José Seguro e António Costa -, negou que tenha sido convidado para encabeçar a lista do PS nas eleições para o Parlamento Europeu em 2014.

"Não tenho qualquer convite para encabeçar a lista do PS nas europeias, não me prometeram nenhum lugar e o único convite que recebi - que foi tornado público por António José Seguro na terça-feira, durante a reunião da Comissão Política - é para que eu integre o Secretariado Nacional do PS", disse.

De acordo com o ex-líder parlamentar do PS, esse convite para integrar o Secretariado Nacional (o órgão de direção restrita deste partido) "merece ponderação".

"Tenho procurado contribuir justamente para a afirmação da unidade no PS e julgo que o que se passou nos últimos dias permitiu um avanço nesse sentido", referiu.

"O secretário-geral do PS tornou público na terça-feira, durante a reunião da Comissão Política Nacional, que me convidou para integrar o Secretariado Nacional do PS. Esse convite tem algum tempo e não foi feito no atual contexto político", frisou Francisco Assis.

Interrogado sobre que condições que coloca para aceitar integrar a futura direção do PS, Francisco Assis apontou que se aproxima um congresso do PS.

"Depois do congresso há um recomeço, período em que é possível discutir tudo e nessa altura veremos. Sempre houve um bom entendimento entre mim e o secretário-geral do PS ao longo do último ano e meio. Isso é indiscutível", frisou.

Confrontado com declarações proferidas por António Costa na SIC Notícias, no programa Quadratura do Círculo, segundo as quais o secretário-geral do PS tem o prazo até 10 de fevereiro [dia da reunião da Comissão Nacional] para unir o partido, Assis alegou desconhecer o teor dessas declarações, mas contrapôs: "Penso que o secretário-geral do PS tem de unir o partido todos os dias e estou convencido que é esse a sua preocupação", respondeu.

Francisco Assis referiu depois que conversou com António José Seguro na quarta-feira e ficou com "a convicção plena" que o líder socialista "está empenhado em promover tudo o que for possível para garantir a unidade do PS".

"Foi isso que resultou da reunião da Comissão Política Nacional do PS na terça-feira. António Costa colocou as condições em que avançaria [com uma candidatura à liderança] e o secretário-geral respondeu-lhe, dizendo que entende que está em condições de ser um garante da unidade interna do PS e o assunto ficou resolvido", sustentou o ex-líder parlamentar socialista.

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