Apelos de Passos são "aceno para galeria", diz Seguro

Líder socialista diz que "a prática do Governo contraria o discurso do primeiro-ministro". E apresenta "quatro exemplos" em que Passos Coelho dispensou o entendimento.

António José Seguro defendeu esta segunda-feira à tarde, numa visita ao Salão Internacional do Sector da Alimentação e Bebidas, em Lisboa, que "a prática do Governo contraria o discurso do primeiro-ministro" e que têm apenas uma intenção mediática, de "acenar para a galeria".

Quando interpelado pelos jornalistas sobre a insistêncisa de Passos Coelho, em dois dias consecutivos, para um entendimento com os socialistas sobre a importância de o PS "oferecer garantias" nas "trajetórias da dívida e do défice públicos, o secretário-geral socialista devolveu com "quatro exemplos" em que o chefe do Governo dispensou esse acordo: a lei de bases do Ambiente, o acordo de parceria para os fundos comunitários, a privatização da EGF - Empresa Geral do Fomento (das Águas de Portugal) e na regulamentação da lei dos despedimentos, em que não obteve acordo na concertação social.

Seguro recordou ainda que, em dezembro, Passos Coelho tinha dispensado a assinatura do PS, se fosse necessário um programa cautelar. Mas voltou a insistir na necessidade de Portugal "ter mais tempo para equilibrar as contas públicas".

O líder socialista omitiu no entanto qualquer referência a uma eventual "saída limpa" do Programa de Assistência Económica e Financeira, "à irlandesa", como é chamada.

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