António Costa diz que um militante "não se resguarda"

António Costa afirma que quem é militante "não se resguarda" e sabe sê-lo nos bons e maus momentosdefendendo políticos de "provas dadas" para devolver confiança aos cidadãos.

O candidato à primárias do PS falava este sábado na comemoração do 40º aniversário da secção de Moscavide do partido, onde afirmou que um verdadeiro militante sabe sê-lo "nas boas horas, más horas, bons momentos ou maus momentos", e que este não se resguarda e está sempre disponível para os combates.

Segundo disse, as pessoas não têm confiança nos políticos, "porque, muitas vezes, aquilo que prometem não pode ser atestado, garantido, pelo exemplo daquilo que fizeram no passado".

"É por isso muito importante que quem se disponibiliza para exercer cargos políticos possa ter a experiência e as provas dadas no exercício das funções que exerceu para poder merecer a confiança relativamente às funções que pretende exercer no futuro", afirmou

O presidente Câmara de Lisboa defendeu também que é necessário instituir um "estatuto da cidadania lusófona" para estreitar as relações com os países de expressão portuguesa, sem descurar a vocação europeísta, frisando que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) "só deve ter nações que adotem a Língua".

"Um estatuto que garanta a igualdade de direitos políticos, a liberdade de residência e de trabalhar, o reconhecimento mútuo de diplomas, a portabilidade dos direitos sociais - para que quem trabalhou lá e formou lá a pensão possa viver cá com a pensão ou quem trabalhou cá possa regressar à sua terra-mãe e beneficiar lá da pensão que aqui formou -, honrará a Língua e dará perenidade secular a essa grande relação que construímos", defendeu.

António Costa exemplificou com as dificuldades sentidas, há anos, por dentistas brasileiros a quererem exercer a sua profissão em Portugal ou de arquitetos e engenheiros portugueses em poderem trabalhar em terras de Vera Cruz,

O candidato à liderança socialista recordou ainda o contributo do antigo primeiro-ministro António Guterres para a realização do referendo da autodeterminação de Timor-Leste e independência daquele país, como "um ganho para a Lusofonia".

A cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realiza-se em Díli, capital de Timor-Leste, no próximo dia 23.

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