Anacoreta é candidato, Portas tenta seduzir críticos

Já depois da meia-noite e depois de ter estado à conversa com o líder centrista, a voz da oposição interna a Paulo Portas anunciou que vai a votos. Na lista do presidente do CDS, Telmo Correia presidirá ao Conselho Nacional.

Filipe Anacoreta Correia anunciou, já depois das 00.00 de domingo, que será candidato à liderança do CDS-PP. No final da noite, aquele que lidera o movimento Alternativa e Responsabilidade disse que vai a votos no segundo e último dia do 25.º Congresso do partido, contra o atual presidente, Paulo Portas.

Os dois estiveram à conversa, antes da meia-noite, num canto do palco, mas Anacoreta Correia lamentou não ter tido uma "resposta formal" ao seu apelo de "inclusão".

"A nossa moção vai a votos e nós saberemos tirar disso todas as consequências", sublinhou Anacoreta, antes de anunciar: "Sou candidato. Quem apresenta uma moção de estratégia global, é candidato" à presidência do CDS, sublinhou.

Paulo Portas anunciou entretanto que a votação será feita por voto secreto, dizendo não temer esse voto: "Tenho a mesma confiança no voto secreto como no voto de braço no ar", lembrando que foi dele a iniciativa para que fosse assim a votação.

Na sua intervenção, no final do primeiro dia de debate, Portas tentou estender a mão aos críticos internos, esvaziando alguns dos pontos centrais das propostas apresentadas por Anacoreta Correia.

Quanto à forma de governo do partido, o presidente do CDS respondeu com uma "ironia": "Já lá vai o tempo em que o CDS era classificado como um partido de um homem só. Hoje há imensos sucessores que se perfilam para suceder a esse homem só. Acho que não ficamos a perder." Apontando que "sempre" procurou "fazer a inclusão" no partido, referindo-se à crítica direta de Anacoreta de que não havia sinais de inclusão de vozes desalinhadas com a direção.

A rematar, Paulo Portas indicou que convidou Pires da Lima para "número um" da lista do Conselho Nacional, que aceitou, mas adiantando que o ministro da Economia ficará como conselheiro e será Telmo Correia a presidir a esse órgão. Como sinal de abertura convidou Nobre Guedes para fazer parte da sua lista ao Conselho Nacional. "Tem um lugar à disposição."

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