Altice diz que não aceitará renovar contrato

Altice reage à notícia do DN, confirma reunião com o MAI, mas garante que "nunca poderia aceitar a renovação de um contrato desta natureza, por um período de seis meses".

A Altice já reagiu à notícia publicada pelo DN, sobre o ministério da Administração Interna (MAI) ter chamado a Altice para uma reunião de urgência esta terça-feira com dois pontos principais na agenda: apresentar a nova legislação para a gestão do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) que deverá ser aprovada em Conselho de Ministros na próxima quinta-feira e preparar a renegociação do atual contrato com esta operadora por mais seis meses, enquanto o novo modelo para a gestão do SIRESP é implementado.

Na resposta à notícia do DN, a Altice adianta que, "após as declarações de alerta proferidas pelo seu Presidente Executivo, a Altice Portugal só final da passada semana recebeu contacto para reunião a decorrer no dia de hoje pelas 10h da manhã, tendo sido este o primeiro e único contato sobre o tema".

"Por outro lado, a Altice Portugal nunca poderia aceitar a renovação de um contrato desta natureza, por um período de seis meses, pois, se por um lado, pela sua complexidade, a sua execução é técnica e operacionalmente impossível, por outro, um período tão curto oneraria gravosamente o contrato, tornando-o insuportável à luz do rigor e da boa gestão dos dinheiros públicos", prossegue a operadora.

A Altice Portugal lembra que "esteve sempre disponível para encontrar as melhores soluções para a continuidade do contrato da rede de comunicações de emergência da SIRESP". Mas, diz, "como a empresa já alertou, os prazos admissíveis para garantir a normal continuidade da prestação do serviço, já foram ultrapassados por motivos que somos totalmente alheios".

A operadora termina dizendo que "aguarda com expectativa o desenrolar da reunião desta manhã, bem como as propostas que lhe irão ser apresentadas, que espera irem ao encontro do melhor interesse do País, tanto através da continuada estabilidade da rede, como do respeito pela transparência e rigor desta renegociação".

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