Alberto Martins pede que se evitem "linchamentos mediáticos"

O dirigente socialista Alberto Martins afirmou hoje esperar que a justiça seja célere na investigação sobre as parcerias público privadas (PPP) e apelou para que seja respeitada a "presunção da inocência" e se evitem "linchamentos mediáticos".

Alberto Martins, que desempenhou as funções de ministro da Justiça no segundo Governo liderado por José Sócrates, falava aos jornalistas na Assembleia da República, depois de confrontado com as buscas realizadas pela PJ às residências dos ex-ministros Mário Lino e António Mendonça e do ex-secretário de Estado e atual deputado do PS, Paulo Campos.

"Há um princípio geral, que é o da presunção da inocência. Qualquer investigação criminal começa por um inquérito, que pode acabar num arquivamento ou em indícios que levem a uma maior investigação. A justiça tem o seu espaço. " justiça o que é da justiça e à política o que é da política", declarou Alberto Martins.

Interrogado se já falou com os seus anteriores colegas de Governo alvo de buscas por parte da PJ, Alberto Martins deu a seguinte resposta: "Não falei nem tenho que falar".

"Esta é uma questão da justiça. Investigue-se, evitem-se os linchamentos mediáticos e apure-se a verdade. Esses são objetivos da justiça e de um Estado de Direito", declarou.

Sobre a intenção da PJ de apreender contratos relacionados com as PPP nas residências destes ex-membros dos governos de José Sócrates, o membro do Secretariado Nacional do PS recusou-se a pronunciar-se sobre "medidas e ações da investigação criminal".

"O que importa pedir à investigação criminal é que seja eficiente, eficaz, célere e que procure realizar a justiça", contrapôs Alberto Martins.

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