Aguiar-Branco não revela cortes no Ministério da Defesa

O ministro da Defesa escusou-se na noite de quinta-feira a revelar o valor dos cortes que vai ter de fazer este ano no seu Ministério, remetendo essa informação para quando for conhecido o Orçamento Retificativo.

Questionado pelos jornalistas sobre o montante em causa, horas depois de o Governo dar a conhecer as medidas globais aprovadas em Conselho de Ministros, Aguiar-Branco respondeu: "é evidente que sei aquilo que me toca, mas não quero adiantar, senão já tinha dito".

O ministro explicou no Montijo, no final de uma missão noturna de vigilância e fiscalização a bordo de uma aeronave da Força Aérea, que os cortes que cabem a cada Ministério serão conhecidos quando o Orçamento Retificativo for apresentado [previsto para meados de maio].

"A verdade é que aquilo que foi acordado, e foi possível fazer em relação a cada um dos ministérios, foi o que os próprios ministros consideraram como sendo possível fazer no ajustamento do respetivo programa. No caso do Ministério da Defesa também é aquele ajustamento que eu considerei que era possível no nosso programa", frisou o governante.

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional disse na quinta-feira de manhã que as medidas aprovadas no Conselho de Ministros visam "garantir a mais ampla margem de negociação e de promoção de um consenso alargado sobre a melhor forma de Portugal cumprir obrigações a que está vinculado no quadro europeu e no quadro internacional".

Miguel Poiares Maduro referiu que, ao aprovar novos tetos dos programas orçamentais, o executivo PSD/CDS-PP teve como objetivo cumprir a meta do défice acordada para este ano - 5,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) - e, dessa forma, assegurar a oitava 'tranche' de financiamento a Portugal e a concretização da extensão dos prazos de pagamento da dívida.

O Governo avançou de "modo global" as medidas que visam compensar o chumbo do Tribunal Constitucional de quatro das normas do Orçamento do Estado, que implicam um 'buraco' de mais de 1.300 milhões de euros.

"O Conselho de Ministros aprovou essa globalidade dos cortes. Como vão ser operacionalizados para depois serem integrados no orçamento Retificativo, que deve acontecer em meados de maio, só nessa altura é que estarão identificados a 100 %", explicou Aguiar-Branco.

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