PNR acusa Governo de "traição" pela suspensão do feriado

O líder do PNR, José Pinto Coelho, acusou hoje o Governo de "traição" pelo fim do feriado de 1 de Dezembro, considerando que agiu em coerência com as políticas "anti-nacionalistas" que pratica.

No início de um desfile do PNR, por ocasião do 1º de Dezembro, em Lisboa, Pinto Coelho disse à Lusa que este ano o partido tem mais um motivo para desfilar, referindo-se à "traição, à vergonha, dos governantes que roubaram um feriado" que considera central no calendário nacional, porque celebra a independência.

"Considero que até estão a ser coerentes, porque se as políticas que praticam são anti-nacionais, então, este feriado nada lhes diz. Estão a agir em conformidade com esta política de traição, de saque nacional, de mentira", afirmou.

Pinto Coelho diz que o PNR "é o único partido político português que todos os anos celebra o dia da restauração da independência" e que o faz para honrar "os heróis" da Restauração e "marcar simbolicamente" a data, que resgatou "a independência perdida durante 60 anos para Castela".

"Hoje em dia temos a independência perdida para a União Europeia, para o mundialismo globalizador, portanto, tem uma dupla missão de, por um lado, celebrarmos a data, por outro lado, protestarmos contra este estado calamitoso em que a situação portuguesa está mergulhada", sustentou.

O partido, que, no início do desfile reuniu cerca de 60 pessoas no Marquês de Pombal, em Lisboa, defende a "solução nacionalista", preconizando a saída de Portugal do euro e da União Europeia e a "defesa dos grandes valores" da "nação, soberania, família, e trabalho".

"Portugal tem que pensar em si, não isoladamente, estamos no Mundo, com certeza, mas não podemos andar a reboque da ditadura mundialista, de Bruxelas, da 'troika'", declarou.

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