Costa tentou refrear gritos de vitória no Porto e apelou a "votar, votar, votar"

Na tradicional arruada na rua de Santa Catarina, no Porto, houve muitos abraços e pedidos -- uma mulher, em prantos, entregou uma carta a António Costa, rogando-lhe "ajuda".

O secretário-geral do PS desceu esta quarta-feira a rua Santa Catarina no Porto, procurando refrear os gritos de vitória e apelando a que as pessoas votem no próximo domingo, porque "nunca as eleições estão ganhas por antecipação".

Num distrito onde o PS ficou em primeiro lugar nas últimas eleições legislativas -- elegendo 17 dos 40 mandatos em disputa, contra 15 do PSD --, das palavras mais proferidas pela enchente humana que recebeu António Costa foi "vamos ganhar".

"Para ganhar, é preciso ir votar!", respondeu o líder socialista.

Sempre rodeado por um forte dispositivo de segurança, o também primeiro-ministro distribuiu apertos de mão pela rua de Santa Catarina, acompanhado pelo cabeça de lista por este círculo eleitoral, Alexandre Quintanilha, pelo número dois da lista e ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e pelo presidente da Federação do Porto do PS, Manuel Pizarro.

Depois de muitos abraços e pedidos -- uma mulher, em prantos, entregou uma carta a António Costa, rogando-lhe "ajuda" --, Costa foi ouvindo muitas promessas de votos e, entre e empurrões e tropeços, tentou falar com comerciantes e lojistas.

Diante de um núcleo do PS no Porto, localizado na rua que Costa descia, militantes despejaram rosas de uma varanda no terceiro andar, com a multidão a cantar "o povo vai votar e o PS vai ganhar".

No final da arruada -- a mais participada desde o início da campanha socialista, e em que nunca foi respeitado o distanciamento social --, António Costa subiu a um palanque entre uma chuva de 'confetis'.

Do púlpito, o líder socialista afirmou que "nunca as eleições estão ganhas por antecipação, as eleições não se ganham nas sondagens", apelando a "votar, votar, votar, para continuar a avançar com o PS".

"As eleições ganham-se nas urnas, com o voto de cada uma de vocês, de cada um de vocês, e é com o voto de todos que vamos ter a vitória que assegurará estabilidade ao país e tranquilidade aos portugueses nos próximos anos", frisou.

Intervindo antes do também primeiro-ministro, Manuel Pizarro sublinhou que os portugueses não se esquecem "do que é que foi a governação do PSD" e frisou que os socialistas estão atentos "ao programa escondido" dos sociais-democratas, porque eles "nunca falam do que vão fazer no país".

Em contraponto, o presidente da Federação do Porto do PS afirmou que o PS tem um "programa transparente e claro" e apresenta-se aos portugueses "de cabeça levantada, com o melhor líder político para continuar a ser primeiro-ministro, o António Costa".

"Por isso, em nome destes anos que passaram, e em nome do futuro que todos queremos, de um país mais desenvolvido e mais justo, o povo não esquece e vai votar PS", frisou.

Na mesma cidade onde o PS vai encerrar a sua campanha eleitoral, com um comício na sexta-feira à noite no pavilhão Rosa Mota, António Costa deixou ainda um apelo: "Na sexta, todos no pavilhão Rosa Mota para um grande encerramento da nossa campanha eleitoral aqui no Porto, e do Porto para todo o país".

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