Ventura. Apoio a um futuro governo só com medidas para "resolver o problema" com a comunidade cigana

Líder do Chega disse esta noite, em entrevista à TVI, que um futuro acordo nacional terá de passar por medidas específicas para a comunidade cigana.

O líder do Chega, André Ventura, disse esta noite que para integrar ou apoiar um futuro governo nacional isso terá de passar por "resolver de uma vez por todas o problema que milhares, para não dizer milhões, de portugueses têm com a etnia cigana".

"Há um problema, que é conhecido, com a comunidade cigana", disse o também candidato presidencial em entrevista ao Jornal das 8, na TVI, conduzida por Miguel Sousa Tavares: "Não há comunidade em Portugal tão subsidiodependente como a comunidade cigana, não há comunidade que tenha tantos problemas com a justiça". Questionado sobre como reagiria "se tivesse uma filha e ela se casasse com alguém da comunidade cigana", Ventura respondeu: "Não gostaria".

Em relação ao acordo firmado nos Açores, Ventura escusou-se - novamente - a esclarecer se falou diretamente com o líder do PSD, Rui Rio, mas afirmou que "nunca poria cá fora um comunicado que não tivesse articulado com o PSD".

Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo - e depois de ter dito à agência Lusa, no fim de semana, que um "casal de homens ou de mulheres não deve ter menos direitos", afirmando depois no twitter que é "fake news" que seja a favor do casamento gay - André Ventura diz agora que "não deve haver um casamento enraizado entre pessoas do mesmo sexo". Ou seja, os casais homossexuais "devem ter tendencialmente os mesmos direitos" mas "pode ser uma união civil".

Questionado sobre o porquê de ter ido à manifestação dos profissionais da restauração no último sábado, apesar dos pedidos dos organizadores para que isso não acontecesse, o líder do Chega retorquiu que ninguém lhe pediu que não fosse. "Para mim a política faz-se na rua", disse Ventura - "Não enfrentamos a esquerda se não for nas ruas" - e justificou que "é fundamental estar ao lado daqueles que pagam impostos e agora se veem desamparados", garantindo que não voltará a viabilizar um novo estado de emergência.

Afirmando que foi "eleito porque os portugueses estão descontentes com o sistema", Ventura disse ser contra o "sistema excessivamente parlamentarista que nós temos" e voltou a prometer a redução do número de deputados e do salário dos políticos se o Chega for poder.

Já quanto às eleições presidenciais, André Ventura apontou dois candidatos em particular. Ou melhor, duas. Ana Gomes, a "candidata dos ciganos" e Marisa Matias, a "candidata marijuana". Questionado por Miguel Sousa Tavares se este vai ser o nível da sua campanha às presidenciais, Ventura disse que as duas candidatas "representam o pior que o sistema tem". Os restantes candidatos não foram referidos.

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