Rio recusa comentar conversas privadas do primeiro-ministro

O presidente do PSD, Rui Rio, recusou-se hoje a comentar as declarações sobre médicos feitas em privado pelo primeiro-ministro, António Costa, após uma entrevista ao Expresso, afirmando haver princípios que não ultrapassa.

O presidente do PSD, Rui Rio, recusou-se nesta segunda-feira a comentar as declarações sobre médicos feitas em privado pelo primeiro-ministro, António Costa, após uma entrevista ao Expresso, afirmando haver princípios que não ultrapassa.

"Há princípios éticos que eu não passo e não comento, pura e simplesmente", sublinhou Rui Rio, à margem de uma visita à Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

Confrontado pelos jornalistas sobre este episódio, Rui Rio disse não comentar "conversas em 'off', muito menos quando as conversas em 'off' são mandadas para as redações dos outros jornais".

Em causa está um pequeno vídeo, de sete segundos, que circula nas redes sociais, que mostra António Costa numa conversa privada com jornalistas do Expresso alegadamente chamando "cobardes" a médicos envolvidos no caso do surto de covid-19 em Reguengos de Monsaraz.

O Expresso já repudiou, numa nota da Direção, a divulgação desse vídeo. "Os sete segundos do vídeo ilegal descontextualizam quer a entrevista, quer a conversa que o primeiro-ministro teve com o Expresso", refere a nota, acrescentando que o jornal "desencadeará, de imediato, os procedimentos internos e externos para apurar o que aconteceu e os responsáveis pelo sucedido".

E já na tarde desta segunda-feira, o semanário assumiu "por inteiro" a "responsabilidade" pelo "erro" de ter enviado para a RTP e SIC excertos, com som, de uma conversa off the record que jornalistas do semanário tiveram com o primeiro-ministro depois de uma entrevista que lhe fizeram.

Paralelamente, o Expresso denunciou junto do Facebook, Twitter e Youtube o referido vídeo por violar os direitos de propriedade, pedindo a estas plataformas para retirarem o referido vídeo.

Apesar de ser uma conversa privada, CDS-PP e Chega criticaram as declarações do primeiro-ministro.

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