Região Centro. António Veiga Simão substitui Ana Abrunhosa

Funções vão ser desempenhada em regime de substituição até ser conhecido em definitivo quem irá substituir a nova ministra na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) António Veiga Simão assume transitoriamente a presidência após a nomeação de Ana Abrunhosa como ministra da Coesão Territorial, disse esta quarta-feira uma fonte do organismo.

A fonte do gabinete da presidência da CCDRC adiantou à agência Lusa que António Veiga Simão, de 56 anos, licenciado em Geografia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC), "vai desempenhar em regime de substituição" as funções até agora cumpridas por Ana Abrunhosa.

A nova ministra controlou nos dois últimos anos os dossiers das zonas afetadas pelos fogos. Veiga Simão deverá manter estes dossiers até escolha definitva do futuro presidente e sua equipa.

Esta solução, acrescentou a mesma fonte, "resulta da aplicação da lei" - como sempre aconteceu nas ausências de Ana Abrunhosa, que esteve no cargo cerca de cinco anos e meio, após ter substituído Pedro Saraiva, em 2014.

Nas "faltas e ausências" de Ana Abrunhosa, a substituição desta cabia habitualmente a António Júlio da Silva Veiga Simão, que em termos académicos possui também uma pós-graduação em Planeamento Territorial e Desenho Urbano pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Nascida em Angola, em 1970, Ana Maria Pereira Abrunhosa é licenciada, mestre e doutorada em Economia pela Faculdade de Economia da UC, onde é docente desde 1995, lecionando diversas disciplinas e colaborando regularmente com outras faculdades da Universidade de Coimbra.

O XXII Governo Constitucional, apresentado na terça-feira por António Costa ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ter como ministros de Estado Pedro Siza Vieira, Augusto Santos Silva, Mariana Vieira da Silva e Mário Centeno.

A existência de quatro ministros de Estado é uma das principais novidades face ao Governo anterior, uma opção que uma fonte oficial justificou como "um reforço do núcleo central" do executivo.

Catorze ministros mantêm-se à frente das mesmas pastas, existindo cinco novos ministros, o que, segundo a fonte do executivo, representa um sinal de "estabilidade e de continuidade" em relação ao anterior elenco governamental.

O segundo executivo liderado por António Costa vai integrar 19 ministros, além do primeiro-ministro, o que o torna o maior em ministérios dos 21 governos constitucionais e também o que tem mais mulheres ministras, num total de oito.

O Governo deve ser empossado por Marcelo Rebelo de Sousa "na próxima semana", em "data a determinar", após a publicação do mapa oficial das legislativas de 06 de outubro e da primeira reunião da Assembleia da República.

O PS foi o partido mais votado nas eleições, com 36,65% dos votos e 106 deputados eleitos, seguindo-se o PSD, com 27,90% dos votos e 77 mandatos, quando ainda falta apurar o resultado dos círculos da emigração.

O BE foi o terceiro partido mais votado, com 9,67% dos votos e 19 mandatos, seguindo-se a coligação PCP-PEV, o CDS-PP e o PAN, com 6,46%, 4,25% e 3,28% dos sufrágios, a que correspondem 12, cinco e quatro lugares no parlamento, respetivamente.

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