Reações a Marcelo: PS pede mais "cooperação" dos partidos e BE mais atenção ao SNS

Os socialistas reagiram através do secretário-geral adjunto do PS; já os bloquistas falaram pela voz da eurodeputada candidata presidencial nas eleições que Marcelo venceu, Marisa Matias.

A intervenção do Presidente da República na cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, esta manhã, nos Jerónimos, não merece, para já, grandes reparos à esquerda - mesmo nenhuns.

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, aproveitou a oportunidade para "sublinhar a importância da mensagem" de Marcelo Rebelo de Sousa, salientando a parte em que o PR se referiu à unidade política verificada no combate à pandemia.

Para o dirigente socialista, que falava em nome da direção do partido, é de salientar ​​​​​​"a​ importância de que este espírito de cooperação possa continuar no futuro".

O tempo presente e futuro "exige espírito de cooperação e convergência dos partidos na Assembleia da República", e em geral "de todas as instituições", e esta será "a única forma de corresponder às interpelações" feitas pelo Presidente da República e também, segundo fez questão de referir, pelo cardeal Tolentino de Mendonça.

"Estrutura de oportunidade"

Para o PS, o que importa "aproveitar a fase de recuperação para valorizar o que há de melhor" em Portugal "mas também para nos transformarmos como instituições capazes de vencer os obstáculos".

Ou seja: é preciso "aproveitarmos a estrutura de oportunidade que se abre" com os fundos que virão da UE para uma "adaptação da nossa estrutura económica".

"Alterações estruturais e não remendos"

Já a eurodeputada Marisa Matias - candidata presidencial do BE nas presidenciais que Marcelo venceu em 2016 - "registou", em nome dos bloquistas, "a referência do Presidente da República ao SNS e ao heroísmo dos seus profissionais".

"Passar das palavras aos atos"

Associando-se "ipsis verbis" a expressões usadas por Marcelo, Marisa Matias disse que "este é o tempo das alterações estruturais e não dos remendos".

Ora - prosseguiu - "na Saúde esse caminho começou com a nova Lei de Base e continuoucom o OE2020, que reforçou o SNS "em cerca de 1500 milhões de euros".

Agora - acrescentou - "é preciso reconhecimento dos profissionais" e que se "passe das palavras aos atos", continuando "a reforçar capacidade" do SNS.

Além do mais, "é preciso proteger todos os trabalhadores da precariedade". A eurodeputada bloquista disse ainda que o seu partido "acompanha" as preocupações manifestadas pelo cardeal José Tolentino de Mendonça na cerimónia com os idosos, jovens, imigrantes e cuidadores informais. Enfim, com "este povo que na sua diversidade e com a sua energia constrói o pais e vencerá a pandemia".

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