PSD aproximar-se de Isaltino? "Extemporâneo", diz secretário-geral

Isaltino Morais elogia Rui Rio e não fecha a porta a uma reaproximação ao PSD. Mas o próprio presidente da Câmara de Oeiras admite que ainda é cedo para falar de autárquica. O que o seu antigo partido também considera. "É extemporâneo", diz o secretário-geral do PSD.

"É extemporâneo", diz o secretário-geral e coordenador autárquico do PSD sobre a eventualidade de Isaltino Morais regressar às fileiras sociais-democratas e vir a candidatar-se pelo partido nas autárquicas do próximo ano. José Silvano garante ao DN que o dossier das eleições só vai ser aberto em dezembro, mas admite que a reaproximação do autarca de Oeiras já vem detrás.

"Essa aproximação já vem de há um ano ou dois, quando Isaltino Morais disse que gostava da estratégia desta direção", afirma José Silvano, no dia em que o presidente da câmara de Oeiras volta a abrir a porta a um regresso ao partido, em declarações ao Público. "Essa análise só será feita no final do ano pela Comissão Política", reforça o secretário-geral do PSD.

Em declarações ao referido diário, Isaltino elogia a liderança de Rio e faz votos para que, no partido a que pertenceu até 2005 (altura em que se desvinculou para se candidatar como independente à Câmara de Oeiras), "vença, predomine e se imponha a corrente social-democrata".

Antigo ministro das Cidades, Ordenamento do Território e do Ambiente de Durão Barroso, desfiliou-se quando o partido não lhe deu apoio para se recandidatar na corrida autárquica, depois de ter sido arguido em processos de corrupção passiva, fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder.

O ex-presidente da Câmara de Oeiras foi condenado em 2009 a sete anos de prisão e à perda de mandato autárquico por estes crimes, tendo depois visto a Relação, um ano mais tarde, baixar para dois anos de prisão a pena por fraude fiscal e branqueamento de capitais, anulando as penas de perda de mandato e abuso de poder.

>Isaltino cumpriu um ano de pena efetiva, tendo saído a meio da pena e ficado em liberdade condicional até ao termo da mesma.Agora, Isaltino Marais garante ao jornal que saiu do PSD mas nunca deixou de ser social-democrata. Mas apesar de todos os elogios a Rui Rio não dá um passo sem medir as palavras, sublinhando que é cedo para falar das autárquicas. Mas, diz: "Não posso dizer que desta água não beberei".

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